segunda-feira, 5 de maio de 2008

Leestening

Ah, o experimentalismo! A mistura de ritmos, de visões e de gostos ditos tão diferentes que resultam em algo novo – ou talvez nem tão novo assim-. Essa é a cara do nosso No Entanto e a cara do Methania, uma das bandas queridinhas da Ufes, e não é muito dizer que também querida do cenário musical do ES.
Alguém poderia imaginar que a mesclagem de Maria Bethânia; ela mesma, a irmã de Caetano e ilustre cantora da MPB; com metal (não o Heavy em essência, mas talvez algo caminhando para o psicodélico sessentista/setentista) poderia dar certo? Pois é, deu. E como deu. Até os tradicionais batedores de cabeça
“do mal” adversos a brasilidade se rendem ao Methania. Em uma conversa muito divertida que tive com o vocalista Rafael e o baixista Daniel, notei que a banda é bem diversão. Os caras misturaram o que os agrada - de Chico Buarque e Roberto Carlos a Yes e Queen- e tocam por que gostam e o que gostam.
E indo nessa onde de misturar o que é bom do Brasil com o que é gringo, pego como exemplo Devendra Banhart, músico americano que tem como principais influências Secos & Molhados, Caetano Veloso e Novos Baianos. Ele faz um folk muito gostoso, e seu próximo cd, Smokey Rolls Down Thunder Canyon, conta com a participação de Rodrigo Amarante, dos Los Hermanos. Do cd atual, Cripple Cow, viciei e recomendo Long Haired Child e Samba Vexillographica (não há nada mais louco do que ouvir americano cantando samba, garanto!).
E para justificar o que disse em relação ao experimentalismo não ser algo tão novo assim, eu cito: Na música nada se origina sem mistura. E bee, não duvide. Acha que bandas novas são o máximo por serem altamente psicodélicas e originais? Desligue-se dos emos que tocam 3 acordes e vá ouvir David Bowie. Por que é muito mais fácil ser style no século XXI do que criar toda uma tendência em pleno século XX. Isso sim é ser experimental.


Tay Lee recomenda:

www.myspace.com/devendrabanhart - MySpace do Devendra Banhart

http://www.youtube.com/watch?v=ZtVZgxy7Ogg - Methania cantando You Don’t Know Me, de Caetano Veloso.

http://www.youtube.com/watch?v=fLg7bpuvr6M -Methania com Odara, de Caetano.

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1655916 - Comunidade do Methania no Orkut.

http://www.youtube.com/watch?v=x-PCI9b-GdU - David Bowie com The Man Who Sold The World

http://www.youtube.com/watch?v=6dQWzdUVMbI - David Bowie, Ziggy Stardust

http://www.youtube.com/watch?v=ELpmmeT69cE - Yes, Owner Of A Lonely Heart

http://www.youtube.com/watch?v=WybjHMUTFhM - Yes, Soon

http://www.youtube.com/watch?v=hMenB9Ywh2Q
- Queen, Another One Bites to Dust

http://www.youtube.com/watch?v=irp8CNj9qBI&feature=related - Queen, Bohemian Rapsody

http://www.youtube.com/watch?v=pis7geFFiu0 - Devendra Banhart, Little Yellow Spider

http://www.youtube.com/watch?v=LMbN0bBH2cc-
Devendra Banhart, Long Haired Child (no Tim Festival 2007)

http://www.youtube.com/watch?v=uUyBkJfU6OI - Novos Baianos, Samba da Minha Terra

http://www.youtube.com/watch?v=wIyvM9Ce7mM - Secos e Molhados, Sangue Latino e O Vira



ERRATA: A atrapalhada e loira pseudo colunista musical que vos posta trocou as bolas legal na edição impressa do jornal. Daniel é baixista do Methania, enquanto Rafael é o vocalista. Mal aê.




Rafael, do Methania




Bowie, David Bowie




Devendra Banhart

Cinema de Cú é Rola: Um "cadim" de cinema alternativo.

Por Fiorella Gomes,

"Distinto das megalomaníacas produções hollywoodianas, o cinema alternativo é mais do que uma obra cinematográfica, consiste no cinema das artes”, disse certa vez a jornalista e diretora do Cine Cultura de Campo Grande, Luana Salomão, numa entrevista que eu li em um blog sobre cinema alternativo.

Filmes com duração de aproximadamente uma hora e meia, filmados em estúdios. Personagens principais bem definidos e com objetivos claros. Um diretor querendo se fazer ausente da obra. Uma câmera quase imperceptível com a ilusão de que tudo aquilo que se passa na telona é realidade. Uma trama geralmente dupla com um romance bem elaborado acontecendo concomitantemente a uma outra linha de eventos, personagens principais - a heroína bela, o herói bom-moço (amável, simpático, totalmente conquistador) - que emocionam com todo aquele aguá-com-açúcar (e um pouco mais de açúcar porque os roteiristas nunca acham que está doce o suficiente). Com direitinho a lencinho em mãos, porque o folhetim emociona demais. E ah, claro! Não poderia esquecer o final clichê e mais que sabido, aquele em que a princesa fica com o príncipe e vivem felizes para sempre. E isso tudo sem se importar se é comédia, drama ou suspense.

Enfim, surge alguém (ou “alguéns”) para acabar com todo esse blá blá blá padronizado que existe desde as primeiras décadas do cinema. Falamos então dos cinemas alternativos. Sim, aqueles em que o mocinho não é bem mocinho e sim um anti-herói perfeito. Um cinema que mostre, talvez, a realidade como ela é, e não como gostaríamos que fosse. Cinemas e cinemas, que tentam quebrar toda a ordem do padrão hollywoodiano pré-instalado.

Exemplificar? Começaremos então em 1920/ 1930 com o Cinema Soviético, quando não existe o individualismo dos personagens, e sim o que reina é a coletividade, bem estilo comunista de ver as coisas. Em Greve! - de Eisenstenin, não temos um ou dois personagens principais, mas um grupo enorme deles, em que vários indivíduos representam uma parte importante da trama, sem que o espectador simpatize com um ou outro em especial.
Na mesma época temos o Cinema Surrealista - em que a lógica dos filmes não é a de causa e conseqüência, que é o "normal". A trama se assemelha muito mais a um sonho, a uma livre associação de idéias.
Os locais são mutáveis: uma janela num momento dá para a rua, no outro para um precipício. O que foge totalmente do padrão imposto, padrão esse chamado de Clássico Narrativo. Nesse padrão, um objeto que mude de um lugar pro outro no meio da cena é um erro de continuidade. Já no Surrealista, o que impera é uma seqüência de absurdos sem igual. E, acreditem, tudo altamente intencional. Uma busca pelo confronto entre lógica da causa e conseqüência. Coisa de louco de pedra mesmo.
Essa oposição existe porque o Cinema Clássico Narrativo é um cinema, em geral, de produtoras e de produtores que são investidores. Escolhem um roteiro, que deve ser lucrativo, e procuram um realizador para colocá-lo em prática. E, ao menos até hoje, o cinema de grande lucratividade tem sido justamente o que se pauta nesses pilares de que a gente falou acima. O contar uma história, a invisibilidade do narrador, a ação, causa e conseqüência e a busca pelo realismo. Um cinema que atrai um público maior, e mais conservador.
Já os cinemas alternativos, na maioria das vezes, têm consciência e desejo de atingir um grupo menor, mais específico, de levar certas idéias e combater outras, ou seja, em geral são cinemas menos comerciais. O público mais atingido pelo cinema alternativo é o grupo dos estudantes - sobretudo universitários, que se mostram sempre mais receptivos - em sua sede de fugir do que é convencional, às novas formas de cinema, enriquecidos de cultura e histórias e, principalmente, realidade (se não, quase) escrachada.

E no meio desse blá blá blá eu não poderia deixar de citar grandes nomes do cinema alternativo como
David Lynch, David Cronenberg, Stanley Kubrick, Irmãos Coen e Pedro Almodóvar. Cada um com sua peculiaridade, mas não menos gênios que os outros.

David Cronenberg, desde o início de sua carreira até hoje só filmou uma única coisa, as transformações do phatos. Seu interesse parece estar unicamente voltado para as mudanças que o corpo sofre quando submetido a determinados procedimentos, mentais ou físicos. O corpo como terreno de experimentações, como submetido aos efeitos do tempo, dos vícios e das pulsões. Mais que em qualquer outro cineasta contemporâneo, reúne definitivamente o que não era para ser separado: corpo e alma são um único ser, entregue sem piedade à mudança imposta pela duração. Resumindo, é um adorador dos vícios humanos, e as transformações que eles causam no corpo-humano.

David Lynch, do premiado com o Palma de Ouro, 1990 - Wild at Heart ( Coração Selvagem, no Brasil ) estrelando Nicolas Cage. Não é um surrealista, adiantando, apesar de colocar coisas sem nexo ao acaso na narrativa, mas um diretor que busca uma " imagem diferente", arrebatadora, inesquecível e cuidadosamente trabalhada, que usa-se, por vezes, do surrealismo e do obscuro pra causar impacto, e nos colocar no climão. O verdadeiro "balbuciar de um bebado", como li no Cineplayers, que usei como fonte.

Pedro Almodóvar, cinema original, totalmente extravagante, ousado, apimentado, uma mistureba kitsch de comédia e melodrama, com recorrencia a sexualidade. Sua filmografia retrata basicamente as mulheres, a politica espanhola, sexualidade, sobretudo homessexualidade, incestos , e desestrutura familiar. As cores berrantes são um ponto forte de seus trabalhos. Sua filmografia também pode ser dita auto-biográfica como o próprio diretor já declarou que toda sua vida está em seus filmes. Almodóvar, está entre os maiores nomes do cinema espanhol. Escreveu todos os roteiros que dirigiu, sem exeções. E acreditem, ELE NUNCA pode fazer uma faculdade de Cinema.

Stanley Kubrick, não tenho status, nem idade, e nem vergonha na cara, de querer falar de um genio, um mestre do cinema. Sabe um cara que tem uma carreira toda de bons filmes? Pois então, estão lendo o nome dele e é Kubrick. E pra você que não sabe quem é, vai aí alguns filminhos "Bobos" que ele fez sabe, como Laranja Mecânica, Lolita, Spartacus, 2001 - uma odisséia no espaço, Barry Landon, O iluminado ( seu ultimo trabalho ), e até A.I - Inteligencia Artificial tem dedinho de Sir Stanley Kubrick. Os melhores romances adaptados pra cinema que existe, como veêm, foi ele quem dirigiu. Seus trabalhos sempre tem músicas previamente compostas, muitas composições simétricas e longas sequências de zoom, uma narração em algum ponto, geralmente observam o lado obscuro da mente humana, visão em primeiríssima pessoa de algum personagem ao menos uma vez em cada filme que dirige. E claro as clássicas, aquele friozinho que dá na barriga quando a camera persegue o personagem, sempre tem ao menos um pobre coitado de um personagem que vai passar por isso. E ao menos uma vez, alguém vai aprontar no banheiro, e sobre esse maravilhoso diretor: THE END, como ele sempre faz.


A seguir, sinopsia dos filmes retratados no jornal impresso do NO ENTANTO, na coluna " Cinema de Cú é rola", com seus traillers. Enjoyed!

    1. " Tudo puta e viado ": O NE impresso sugeriu a filmografia do diretor Pedro Almodóvar, que já foi discutido acima. No link, adicionado ao nome de Almodóvar é possível ver uma pequena biografia do autor e sua Filmografia, além de filmes que o próprio atuou ( sim, ele também ataca de ator, em alguns filmes). Mas adiciono aqui, os ótimos:
Má Educação :
( La mala educácion )


» Direção: Pedro Almodóvar
» Roteiro: Pedro Almodóvar
» Produção: Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar
» Música: Alberto Iglesias
» Fotografia: José Luis Alcaine
» Direção de Arte: Antxón Gómez
» Figurino: Paco Delgado e Jean-Paul Gaultier
» Edição: José Salcedo
» Gênero: Drama
» Origem: Espanha
» Duração: 105 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.lamalaeducacion.com


* Sinopse: Madri, 1980. Enrique Goded é um cineasta que passa por um bloqueio criativo. É quando se aproxima dele um ator que procura trabalho, se identificando como Ignacio Rodriguez, que foi o amigo mais íntimo de Enrique e também o primeiro amor da sua vida, quando ainda eram garotos e estudavam no mesmo colégio. Goded recebe do antigo amigo um roteiro entitulado "A Visita", que parcialmente foi elaborado com experiências de vida que ambos tiveram.

* Elenco: Fele Martínez (Enrique Goded), Gael Garcia Bernal (Ignacio Rodriguez / Zahara), Daniel Giménez Cacho (Padre Manolo), Lluís Homar (Sr. Berenguer), Javier Cámara (Paca / Paquito), Petra Martínez (Madre), Juan Fernandez (Martin), Alberto Ferreiro (Enrique Serrano), Francisco Maestre (Padre José), Leonor Watling (Mônica), Nacho Pérez (Ignacio - jovem), Raul Garcia Forneiro (Enrique - jovem).

* Trailer:



-> veja também: criticas
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=2



A lei do desejo :
( La Lei del deseo )



» Direção: Pedro Almodóvar
» Roteiro: Pedro Almodóvar
» Gênero: Comédia/Drama/Romance
» Origem: Espanha ( 1997 )
» Duração: 102 minutos
» Tipo: Longa

* Sinopse: Pablo e Tina são irmãos, seus pais se separaram quando eles ainda eram meninos, do sexo masculino. Tina era Tino quando foi viver com seu pai, e passou a ser sua "esposa", e decidiu então trocar de sexo. Anos depois ele a abandonou Tina agora odeia terrivelmente os homens. Pablo é diretor de cinema e tem romance com Juan que parece não partilhar desta mesma paixão. Pablo conhece Antonio, um rapaz indeciso quanto a sua sexualidade e decidido a seduzí-lo a qualquer custo. Eles passam a viver uma conturbada relação. Um misterioso assassinato muda completamente a vida destes personagens e depois dele, o mundo nunca mais será o mesmo...

* Elenco: Eusebio Poncela, Carmen Maura, Antonio Banderas, Miguel Molina, Manuela Velasco, Nacho Martínez, Bibí Andersen, Augustin Almodóvar, Tinin Almodóvar, Pedro Almodóvar.



Fale com Ela:
(hable com ella )


» Direção: Pedro Almodóvar
» Roteiro: Pedro Almodóvar
» Produção: Agustín Almodóvar
» Música: Alberto Iglesias
» Fotografia: Javier Aguirresarobe
» Desenho de Produção: Antxón Gómez
» Direção de Arte: Antxón Gómez
» Figurino: Sonia Grande
» Edição: José Salcedo
» Gênero: Drama
» Origem: Espanha (2002 )
» Duração: 112 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.sonyclassics.com/talktoher

* Sinopse: Benigno e Marco são dois desconhecidos que acabam virando amigos em decorrência do destino. Enquanto esperam com toda a esperança possível as mulheres por quem são apaixonados, – Alicia e Lydia –, saírem do estado de coma do hospital, acabam tendo uma afinidade muito grande. Benigno possui uma espécie de amor platônico por Alicia, pois apaixonou-se sem ter tido tempo de ser correspondido, antes do acidente dela. Marco, em contrapartida, após o acidente, não consegue definir muito bem seus sentimentos com relação a Lydia, e tem dificuldades de lidar com ela na cama do hospital. Ambos só podem fazer uma coisa enquanto esperam: falar com elas. * Elenco: Javier Cámara (Benigno Martin), Darío Grandinetti (Marco Zulonga), Rosario Flores (Lydia Gonzalez), Leonor Watling (Alicia Roncero), Geraldine Chaplin (Katerina Bilova), Mariola Fuentes (Rosa), Fele Martínez (Alfredo), Paz Vega (Amparo), Chus Lampreave (Concierge), Elena Anaya (Angela), Caetano Veloso (Caetano Veloso), Marisa Paredes, Cecilia Roth.

* Trailer:




-> Veja também: críticas
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=273

    • Personagem todo cagado: Uma dose de heroína ali, um remédinho pra emagrecer aqui. Uma teco acolá. E uma grande bola de neve corre atrás desses desajeitados, fracassados e totalmente anti-heróis, "mocinhos". Seqüências alucinantes, que parecem fazer a gente entrar no mundo dessa galera que vive literalmente no Inferno. Confiram a seguir.

Os Sonhadores:
( The Dreamers )

» Direção: Bernardo Bertolucci
» Roteiro: Gilbert Adair
» Produção: Jeremy Thomas
» Fotografia: Fabio Cianchetti
» Desenho de Produção: Jean Rabasse
» Figurino: Louise Stjernsward
» Edição: Jacopo Quadri
» Gênero: Drama
» Origem: França/Itália/Reino Unido (2003)
» Duração: 115 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.the-dreamers.com

* Sinopse: Matthew (Michael Pitt) é um jovem que, em 1968, vai estudar em Paris. Lá ele conhece os irmãos gêmeos Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel). Os três logo se tornam amigos, dividindo experiências e relacionamentos enquanto Paris vive a efervescência da revolução estudantil.

* Elenco: Michael Pitt ( Matthew ), Eva Green ( Isabelle ), Lous Garrel ( Theo ), Anna Chancellor ( Mãe ), Robin Renucci ( Pai ).




* Trailer:



-> Veja também: trilha sonora, crítica do filme.
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=201


Trainspoitting- sem limites:
( Trainspoitting )

» Direção: Danny Boyle
» Roteiro: Irvine Welsh (romance), John Hodge (roteiro)
» Produção: Andrew Macdonald
» Música: Georges Bizet
» Direção de Fotografia: Brian Tufano
» Desenho de Produção: Kave Quinn
» Direção de Arte: Tracey Gallacher
» Figurino: Rachael Fleming
» Edição: Masahiro Hirakubo
» Gênero: Drama
» Origem: Reino Unido ( 1996 ).
» Duração: 94 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.miramax.com/trainspotting

* Sinopse: Para escaparem da moderna vida tediosa e do dia-a-dia frustrante de sua cidade, um grupo de jovens resolve se entregar à heroína. As consequências chegam em pouco tempo, e a ruína para eles não será pequena.

* Elenco: Ewan McGregor (Mark Renton), Ewen Bremner (Daniel Murphy), Jonny Le Miller (Simon David Williamson), Kevin McKidd (Tommy MacKenzie), Robert Carlyle (Francis Begbie), Kelly MacDonald (Diane), Peter Mullan (Swanney), James Cosmo (Sr. Renton), Eileen Nicholas (Sra. Renton), Susan Vidler (Allison), Pauline Lynch (Lizzy).

* Trailer:




-> Veja também: trilha sonora, crítica do filme.
-> mais em:



Requiem para um sonho:
( Requiem for a dream )

» Direção: Darren Aronofsky
» Roteiro: Hubert Selby Jr.
» Produção: Eric Watson e Palmer West
» Música: Clint Mansell
» Direção de Fotografia: Matthew Libatique
» Desenho de Produção: James Chinlund
» Direção de Arte: Judy Rhee
» Figurino: Laura Jean Shannon
» Edição: Jay Rabinowitz
» Efeitos Especiais: Amoeba Proteus
» Gênero: Drama
» Origem: Estados Unidos ( 2000 ).
» Duração: 100 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.requiemforadream.com

* Sinopse: Uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheio de sonhos. Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connelly) formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre. Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe (Ellen Burstyn), para conseguir dinheiro. Já Sara, mãe de Harry, é viciada em assistir programas de TV. Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o "Tappy Tibbons Show", que é transmitido para todo o país. Para poder vestir seu vestido predileto, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico. Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento.

* Elenco: Ellen Burstyn (Sara Goldfarb), Jared Leto (Harry Goldfarb), Jennifer Connelly (Marion Silver), Marlon Wayans (Tyrone C. Love), Chrisopher McDonald (Tappy Tibons), Louise Lasser (Ada), Keith David (Little John), Sean Gullette (Arnold).

* Trailer:




* Clipe da Trilha Sonora - Juice, GMS:




-> Veja também: trilha sonora ( a mais badalada Juice - GMS ), crítica .
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=141.

    • Gosto bastante indievidual: Musiquinhas super legaizinhas de se ouvir, que envolvem e fazem a gente lembrar cada cena, sem tirar nem por. Enfim, a trilha sonora desse tipo deixa o filme mais radiante e mais interessante do que já é. Destacando o recente JUNO, a maior parte da trilha sonora foi feita sob medida para o filme. Ela soa docemente aos ouvidos, dando mais ainda um ar de meiguice à produção. A presença da música indie é uma constante na trilha, destacando-se a sempre ótima Cat Power, com "Sea of Love", Belle and Sebastian e a banda Sonic Youth, fazendo uma bela versão de "Superstar", dos The Carpenters. Juno não seria nada sem seu repertório. Cada música e cada cena se encaixam perfeitamente. ssa ligação essencial entre filme, personagens e trilha sonora faz com que saiamos do cinema radiantes, sem esquecer das cenas por muito tempo.

Juno:
( Juno )

» Direção: Jason Reitman
» Roteiro: Diablo Cody
» Produção: Lianne Halfon, John Malkovich, Mason Novick e Russell Smith
» Música: Matt Messina
» Fotografia: Eric Steelberg
» Desenho de Produção: Steve Saklad
» Direção de Arte: Michael Diner e Catherine Schroer
» Figurino: Monique Prudhomme
» Edição: Dana E. Glauberman
» Gênero: Comédia/Drama
» Origem: Canadá/Estados Unidos/Hungria ( 2007 )
» Duração: 96 minutos » Tipo: Longa
» Site Oficial: www.foxsearchlight.com/juno

* Sinopse: Juno MacGuff é uma adolescente confiante e honesta que toma as rédeas de sua vida de uma forma calma e despreocupada ao embarcar em uma emocionante aventura de nove meses a caminho da vida adulta. Esperta e muito peculiar, Juno tem seu próprio ritmo, mas por trás de seu exterior durão, existe uma garota que simplesmente tenta entender as coisas. Até que uma típica tarde entediante torna-se uma aventura quando ela decide transar com o charmoso e discreto Bleeker. Quando descobre que ficou grávida, Juno bola um plano para encontrar os pais perfeitos para o futuro bebê.

* Elenco: Ellen Page (Juno MacGuff), Michael Cera (Paulie Bleeker), Jennifer Garner (Vanessa Loring), Jason Bateman (Mark Loring), Allison Janney (Bren MacGuff), J.K. Simmons (Mac MacGuff), Olivia Thirlby (Leah), Eileen Pedde (Gerta Rauss), Rainn Wilson (Rollo), Daniel Clark (Steve Rendazo), Darla Vandenbossche (Mãe de Bleeker),
Aman Johal (Vijay), Valerie Tian (Su-Chin) .

* Trailer:



-> Veja também: trilha sonora , sobre a trilha sonora , crítica do filme 1 , crítica do filme 2.
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=3706



Hora de voltar :
( Garden State )

» Direção: Zach
» Roteiro: Zach Braff
» Produção: Pamela Abdy, Gary Gilbert, Dan Halsted e Richard Klubeck » Música: Chad Fisher
» Fotografia: Lawrence Sher
» Desenho de Produção: Judy Becker
» Direção de Arte: Laura Ballinger
» Figurino: Michael Wilkinson
» Edição: Myron I. Kerstein
» Efeitos Especiais: Title House Digital / Svengali Visual Effects
» Gênero: Comédia/Drama/Romance
» Origem: Estados Unidos ( 2004 )
» Duração: 109 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.filmes.net/horadevoltar

* Sinopse: Andrew Largeman (Zach Graff) é um ator de televisão razoavelmente bem sucedido, que vive em Los Angeles e leva sua vida num estado de torpor induzido por lítio há anos. Após a morte de sua mãe ele decide retornar à sua casa em Garden State, a qual não via há 9 anos. Mesmo distante por tanto tempo, Andrew não conseguiu escapar da dominação de seu pai, Gideon (Ian Holm). Preocupado em ter que retornar para casa após tanto tempo, ele encontra pelas esquinas de sua cidade-natal antigos conhecidos, que lhe relembram bons momentos de quando morava no local.

* Elenco: Zach Braff (Andrew Largeman), Ian Holm (Gideon Largeman), Peter Sarsgaard (Mark), Alex Burns (Dave), Jackie Hoffman (Tia Sylvia Largeman),Michael Weston (Kenny), Armando Riesco (Jesse), Amy Ferguson (Dana), Trisha LaFache (Kelly), Jim Parsons (Tim), Jean Smart (Carol), Jayne Houdyshell (Sra. Lubin), Natalie Portman (Sam), Ron Leibman (Dr. Cohen), Ann Dowd (Olivia), Ato Essamdoh (Titembay), Wynter Kullman (Pam), Geoffrey Arend (Karl Benson), Method Man (Diego), Denis O'Hare (Albert) , Austin Lysy (Garçom) ,George C. Wolfe (Dono do restaurante)

* Trailer:



-> Veja também: trilha sonora, sobre a trilha sonora , crítica .
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=510.


    • Quem mexeu na minha ordem cronológica?: Você se perdeu no meio do caminho. As coisas não parecem fazer lógica? Você ainda está tentando entender o começo, mas quando se dá conta já está no final... mas o fim não é o fim, é o meio? Calma, você não está louco, nem precisando daquele remédinho tarja preta, é tudo simplesmente intencional.


Amnésia:
(Memento)

» Direção: Christopher Nolan
» Roteiro: Jonathan Nolan, Christopher Nolan
» Produção: Jennifer Todd e Suzanne Todd
» Música:David Julyan
» Direção de Fotografia: Wally Pfister
» Desenho de Produção: Patti Podesta
» Figurino: Cindy
» Edição: Dody Dorn
» Gênero: Drama/Suspense
» Origem: Estados Unidos
» Duração: 113 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.otnemem.com

* Sinopse: Rapaz que teve mulher brutalmente assassinada parte em busca de seu criminoso. Só que ele tem um problema: após o ocorrido, ele não consegue se lembrar por muito tempo de situações recentes, o que o deixa a mercê de anotações e na confiança das pessoas. Primeiro trabalho de grande expressão de Christopher Nolan, contado de uma forma bastante interessante, de trás para a frente, utilizando na construção do filme o modo como o personagem pensa.

* Elenco: Guy Pearce (Leonard Shelby), Carrie-Anne Moss (Natalie), Joe Pantoliano (Teddy), Mark Boone Junior (Burt), Stephen Tobolowsky (Sammy), Harriet Sansom Harris (Sra. Jankis), Callum Keith Rennie (Dodd), Larry Holden (Jimmy Grantz), Jorja Fox (Catherine Shelby).

* Trailer:



-> Veja também: trilha sonora , críticas .
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=68



Brilho eterno de uma mente sem lembranças ( UFA! ) :
( Eternal Sunshine of the Spotless Mind ) - Ufa # 2! ¬¬

» Direção: Michel Gondry
» Roteiro: Charlie Kaufman, Michel Gondry, Pierre Bismuth
» Produção: Anthony Bregman e Steve Golin
» Música: Jon Brion
» Fotografia: Ellen Kuras
» Desenho de Produção: Dan Leigh
» Direção de Arte: David Stein
» Figurino: Melissa Toth
» Edição: Valdís Óskarsdóttir
» Efeitos Especiais: Custom Films Effects
» Gênero: Drama/Ficção Científica/Romance
» Origem: Estados Unidos ( 2004 ).
» Duração: 108 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.eternalsunshine.com

*Sinopse: Jim Carrey interpreta Joel, um marido magoado por sua esposa tê-lo deletado (literalmente) de sua memória. Inconformado, resolve retribuir na mesma moeda e procura o Doutor Howard Mierzwiak para passar pela mesma experiência. No decorrer da operação, Joel percebe que, na verdade, ele não quer excluir Clementine de sua vida, e sim manter bem viva em sua memória os momentos em que estiveram felizes. A partir de então, ele enfrenta uma incrível luta dentro de sua própria cabeça para que essas memórias continuem vivas dentro de si, em mais uma loucura sensível de Charlie Kaufman.

* Elenco: Jim Carrey (Joel Barish), Kate Winslet (Clementine Kruczynski), Gerry Robert Byrne (Condutor de trem), Elijah Wood (Patrick), Thomas Jay Ryan (Frank), Mark Ruffalo (Stan), Jane Adams (Carrie), David Cross (Rob), Kirsten Dunt (Mary), Tom Wilkinson (Dr. Howard Mierzwiak), Ryan Whitney (Joel - jovem), Debbon Ayer (Mãe de Joel), Deirdre O'Connell (Hollis).

* Trailer:



-> Veja também: trilha sonora, criticas 1.
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=100 .


Amores Brutos :
( Amores Perros ).

» Direção: Alejandro González Iñárritu
» Roteiro: Guillermo Arriaga
» Produção: Alejandro González Iñárritu
» Música: Gustavo Santaolalla
» Fotografia: Rodrigo Prieto
» Desenho de Produção: Brigitte Broch
» Edição: Luis Carballar, Alejandro González Iñárritu e Fernando Pérez Unda
» Gênero: Drama
» Origem: México ( 2000 )
» Duração: 153 minutos
» Site Oficial: www.amoresperros.com

* Sinopse : Em plena Cidade do México, um terrível acidente automobilístico ocorre. A partir deste momento, três pessoas envolvidas no acidente se encontram e têm suas vidas mudadas para sempre. Um deles é o adolescente Octavio (Gael García Bernal), que decidiu fugir com a mulher de seu irmão, Susana (Vanessa Bauche), usando seu cachorro Cofi como veículo para conseguir o dinheiro para a fuga. Ao mesmo tempo, Daniel (Álvaro Guerrero) resolve abandonar sua esposa e filhas para ir viver com Valeria (Goya Toledo), uma bela modelo por quem está apaixonado. Também se envolve no acidente Chivo (Emilio Echevarría), um ex-guerrilheiro comunista que agora atua como matador de aluguel, após passar vários anos preso. Ali, em meio ao caos, ele encontra Cofi e vê a possibilidade de sua redenção.

* Elenco: Emilio Echevarría (Chivo), Gael García Bernal (Octavio), Goya Toledo (Valeria Maya), Álvaro Guerrero (Daniel), Vanessa Bauche (Susana), Jorge Salinas (Luis Miranda Solares), Laura Almela (Julieta), Marco Pérez (Ramiro), Adriana Berrara (Mãe de Octavio e Ramiro), Carlo Bernal (Javier), Rosa María Bianchi (Tia Luisa), Humberto Busto (Jorge).

* Trailer:



-> Veja também: trilha sonora, críticas.
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=671

    • Um, dois, três... ESTÁTUA!: se você tem a sensação de ter voltado àquela deliciosa e estática brincadeira de sua infência. Ou se você acha que o problema é com você, que você tá meio sei lá, não entendo muito o filme, e por isso achando-o super monótono. Relaxa colega, talvez fosse falta de inspiração do próprio diretor. Univos todos aqueles que adoram um ZZzzzzzzzzz, no meio desse tipo de filme.
Não matarás:
( Krótki Film o Zabijaniu )

» Direção: Krysztof Kieslowski
» País de Origem:Polônia (1988 )
» Gênero: Drama
» Tempo de duração: 84 minutos


* Sinopse: Neste belo e perturbador filme, o diretor Kielowski analisa a Polônia moderna com seus princípios socialistas. Utilizando uma quantidade mínima de diálogos, o cineasta se concentra no poder da imagem e das cores.Quando um jovem polonês desempregado, obcecado pela violência, mata friamente um motorista de taxi, um advogado recém-formado é designado para defendê-lo. Kieslowski demonstra através dos três protagonistas a anatomia de um crime e os meandros da justiça de um Estado totalitário.




Encontros e Desencontros :
( Lost in Translation )

» Direção: Sofia Coppola
» Roteiro: Sofia Coppola
» Gênero: Comédia/Drama/Romance
» Produção: Sofia Coppola e Ross Katz
» Música: Brian Reitzell e Kevin Shields
» Fotografia: Lance Acord
» Desenho de Produção: K.K. Barrett e Anne Ross
» Direção de Arte: Mayumi Tomita
» Figurino: Nancy Steiner
» Edição: Sarah Flack
» Efeitos Especiais: Gray Matter FX / Rods & Cones
» Origem: Estados Unidos/Japão
» Duração: 102 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.lost-in-translation.com

* Sinopse: Bob Harris (Bill Murray) é uma estrela de cinema, que está em Tóquio para fazer um comercial de uísque. Charlotte (Scarlett Johansson), por sua vez, está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo workaholic (Giovanni Ribisi) que a deixa sozinha o tempo todo. Sofrendo com o horário, Bob e Charlotte não conseguem dormir. Eles se encontram, por acaso, no bar de um hotel de luxo, e em pouco tempo tornam-se grandes amigos. Resolvem então partir pela cidade juntos. A eles junta-se uma jovem atriz chamada Kelly (Anna Faris), com quem vão viver algumas aventuras pela cidade de Tóquio.

* Elenco: Scarlett Johansson (Charlotte), Bill Murray (Bob Harris), Giovanni Ribisi (John), Fumihiro Hayashi (Charlie), Daikon (Bambie), Hiroko Kawasaki (Hiroko), Anna Faris (Kelly), Asuka Shimizu (Tradutor de Kelly), Akiko Takeshita (Sra. Kawasaki), Ryuichiro Baba (Concièrge), Kanuyoshi Minamimagoe (Agente de imprensa).

* Trailer:



-> Veja também: críticas.
-> mais em:
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=292.




As virgens suicidas :
( The Virgin Suicides )

» Direção: Sofia Coppola
» Roteiro: Sofia Coppola
» Produção: Francis Ford Coppola, Julie Costanzo, Dan Halsted e Chris Hanley
» Direção de Fotografia: Edward Lachman
» Desenho de Produção: Jasna Stefanovic
» Direção de Arte: Jon P. Goulding
» Figurino: Nancy Steiner
» Edição: Melissa Kent e James Lyons
» Gênero: Drama
» Origem: Estados Unidos ( 1999 )
» Duração: 97 minutos
» Tipo: Longa
» Site Oficial: www.virginsuicides.com

* Sinopse: Durante a década de 70, o filme enfoca os Lisbon, uma família saudável e próspera que vive num bairro de classe média de Michigan. O sr. Lisbon (James Woods) é um professor de matemática e sua esposa é uma rigorosa religiosa, mãe de cinco atraentes adolescentes, que atraem a atenção dos rapazes da região. Porém, quando Cecília (Hanna R. Hall), de apenas 13 anos, comete suicídio, as relações familiares se decompõem rumo a um crescente isolamento e superproteção das demais filhas, que não podem mais ter qualquer tipo de interação social com rapazes. Mas a proibição apenas atiça ainda mais as garotas a arranjarem meios de burlar as rígidas regras de sua mãe.

* Elenco: James Woods (Sr. Lisbon), Kathleen Turner (Sra. Lisbon), Kirsten Dunst (Lux Lisbon), Josh Hartnett (Trip Fontaine), Hanna R. Hall (Cecilia Lisbon), Chelse Swain (Bonnie Lisbon), A.J. Cook (Mary Lisbon), Leslie Heyman (Therese Lisbon), Danny DeVito (Dr. Hornicker), Scott Glenn (Padre Moody), Jonathan Tucker (Tim), Anthony DeSimone (Chase), Giovanni Ribisi (Narrador - voz), Hayden Christensen.

-> Veja também: críticas.
-> mais em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=988.


~> Bibliografia:
* Adoro Cinema
* Choveu.net
* Cineplayers
* Cinereporter
* Epipoca
* Geocites
* Interfilmes
* Museu do Cinema
* Revista MSK
* Wikipedia
* Yahoo Cinema
* Youtube

~> Contribuições:

* Darshany Loyola - aluna do segundo período de Comunicação da Ufes.
* Marto Gomes - aluno de cinema da UFF.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Incêndeia Babilônia - A arte do politicar contraditório

"Sabe aqueles sujeitos que não saem de cima do muro? Que ficam se fingindo o tempo todo e não se assume branco ou vermelho de uma vez e se classificam como fruto da pós-modernidade?"

Por João Guerra

Em tempos de Andréia Schwartz e suas crises existenciais/profissionais de ser ou não ser uma cafetina transnacional e de governadores nova-iorquinos assumirem-se infiéis no casamento e freqüentadores de bordéis, me vem à cabeça o que um professor me disse há alguns tempos no meio de uma aula: “O Brasil é um puteiro a céu aberto”.
A contradição existente em se dizer a palavra “puteiro” em um ambiente acadêmico me remeteu justamente a contradição da função social dos profissionais da zona. Eles oferecem algo sem preço – seu corpo, o prazer, o amor, o bem-querer – em troca de algo que tem valor de mercado. E essa referência que me causou espanto na época, hoje me parece a mais bem aceita na hora de descrever algumas personalidades do ambiente acadêmico/zona, a UFES.
Quero antes deixar claro que se prostituir é agir contraditoriamente, dito isso, deixo de lado a conotação sexual da prostituição e vou para o lado político da coisa, mesmo sabendo que sexo e política caminham lado a lado desde sempre e querer separá-los faz de mim um michê, um ser contraditório.
Politicamente falando e tomando a safadeza da generalização e da rotulação como escudo para defender minha idéia, vejo na UFES três tipos de “quengas(os)” políticos: os vermelhos, os brancos e os arco-íris.
Os vermelhos se caracterizam pela barba grande, pela roupa minuciosamente mal passada com sentido de parecer velha e por um cheiro peculiar de não sei o quê. Têm como norte bibliográfico “O Capital” e o “Manifesto Comunista”, seu messias é Karl Marx e o seu deus não foi criado. Possuem um ódio ferrenho pelo imperialismo opressor de nações ditas democráticas e acham que o Mickey Mouse é o demo. Acreditam na revolução operária, no Comunismo e na justiça social, mas reclamam quando os motoristas de ônibus entram em greve e têm de vir de táxi para a aula, capitalizam “Che” em suas camisetas e quando “crescem”, evoluem naturalmente.
Os brancos em casa são os “queridinhos do papai” e têm foto do Diogo Mainardi no quarto. Empreendedores, já ficam na seca por vaga em estágio antes mesmo de passar no vestibular. Na universidade são práticos e sedentos por coeficiente de nota, se candidatam e quase sempre são eleitos em eleições de centro acadêmico. Têm uma boa relação com os professores e com os chefes de departamento. Estão sempre na moda e fica defendendo conceitos do tipo “alta cultura”, “cine-metrópolis é o que há”, “calouro é sempre calouro” e “quando será o próximo churrasco?”.
Os arco-íris me dão nojo. São os piores. Sabe aqueles sujeitos que não saem de cima do muro? Que ficam se fingindo o tempo todo e não se assume branco ou vermelho de uma vez e se classificam como fruto da pós-modernidade? Pois é, são covardes. Acham que ter discernimento crítico é reclamar de tudo e fazer barraco nos corredores da UFES ou nos grupos do “Yahoo!”. Fazem-se presentes nos eventos só para serem figurinhas fáceis e serem lembrados para disfarçar a mediocridade de suas existências universitárias. Dizem-se boêmios, se fazem de maluco beleza querendo chocar os mais ingênuos e conquistar amores de momento e citam escritores consagrados querendo esconder a sua erudição de chimpanzé. Esses tipos quando morrerem irão para o inferno e tocarão cavaquinho e pandeiro com o capeta e com ACM.

No Entanto Entrevista o publicitário Louis Debbané, versão na íntegra.

E lá se vai nossa primeira entrevista como redatoras do No Entanto 2008/1. Responsabilidade? Para nós, “recém pós-calouros”, total. Turma estereotipada por muitos, tida como promissora por outros... Enfim, estamos aqui querendo aprender. Primeira turma que fez a disciplina Planejamento Gráfico? Sim – e lá vem a responsabilidade de novo. Mas, estamos dando o melhor de nós – algo não tão novo de se falar, mas que sempre vem bem a calhar. Sempre.

Nas reuniões de pauta eu, Monique, sugeri que o No Entanto tivesse uma parte com entrevistas. A galera gostou, o professor também, então, mãos à obra. Mas... quem entrevistar? Professores, funcionários, “celebridades”, autoridades no meio acadêmico? Sim, claro. Mas... humm... por que não entrevistar um ex-aluno que hoje faz um trabalho legal com comunicação por aí? Começamos então, por Louis Serges Debbané. Sim, para mim, é uma fonte fácil. Mas, não seria fonte se não fosse interessante – e coisa pra contar o Louis tem, viu. Conhece altas referências musicais (já ouviu falar de Fito Paez? Eu também não, antes de conversar com o Louis. E olha, esse Fito toca um piano...) já rodou a América Latina quase que por completo (e mais histórias trouxe na bagagem). Com 26 anos, vai se casar em breve e é o mais velho de três irmãos. Sempre cheio de idéias novas e criativas, é publicitário de mão cheia que já rende muito com apenas três anos de formado – imagine daqui a um tempo, então.

Eu, Carol e Ellen fomos até a casa do Louis numa tarde de domingo e podemos dizer que a entrevista foi mais uma conversa beeeem descontraída do que aquela velha e boa formalidade inerente a uma situação como essa. Bem tranqüila.

Confira, então, a íntegra prometida na versão impressa. Enjoy !
-*-
Aos 26 anos, ele é diretor de arte de uma das principais agências de publicidade do Estado. Ganhador de vários Prêmios Colibri, Louis Serges Debbané começa a deixar sua marca no mercado da publicidade capixaba. A reportagem do No Entanto Entrevista foi até a casa desse ex-aluno da Universidade Federal do Espírito Santo e, de uma descontraída conversa, saiu uma ótima entrevista.

NE – Você se formou na Ufes há três anos. Como descreveria seu tempo na Universidade?

Louis Debbané – Meu tempo na Ufes foi ótimo devido às pessoas que conheci, lá é um caldeirão de gente diferente, que não é fútil, tem pensamentos, valores e culturas diferentes. O mesmo digo dos professores, aprendi muito com eles. Me sentia muito bem... Participei de várias vinhadas com Ismael!.

NE – Você começou a estagiar muito cedo? Qual sua opinião sobre o estágio?
Louis - Enquanto aluno, conversava muito com meus professores, antes de estagiar. Na época, tive aula com o Manhães, que é o dono da Prisma Publicidade. Eu conversava muito com ele e ele sempre dizia que o ideal era começar a estagiar no terceiro período. No primeiro período, era tudo mais ‘bagunça’, aulas a tarde, então nem me interessei. No segundo, já comecei a pesquisar e a me interessar por algum tipo de experiência além sala de aula. No terceiro período, entrei na Ecos. Foi muito divertido, pois entrei lá com meus amigos de sala. Além disso, tem a veia profissional. Essa época foi muito boa, aprendi muitas coisas - certas vezes ficamos até madrugada por conta de clientes exigentes demais.

Com o trabalho da Ecos montei uma pasta e tive a sorte de ter o parentesco com os donos da MP Publicidade. Mostrei minha pasta a eles e minha tia me aceitou. Cheguei como quem não sabia nada, acredito que a maioria dos estudantes também deve passar por isso.

É preciso saber dividir o estudo com o trabalho, a Universidade está muito afastada do mercado, mas ele sozinho não é suficiente. Cheguei na empresa vi que não era nada daquilo (que pensava ser tudo, na Ecos), mas mostrando minha pasta eles viram meu interesse por aprender. Quem não tem um tio como eu, pode montar e conseguir outro lugar, com certeza. Discordo da idéia de quem defende ficar somente na faculdade, é preciso correr atrás para se inserir no mercado, aliar as duas coisas. No mercado você aprende a técnica, mas na faculdade você aprende a teoria, se forma na base cultural. Ser um bom profissional é unir a parte técnica com a cultural.

NE – Qual a sua perspectiva de mercado quando saiu da Ufes?

Louis - Quando sai da Ufes eu não estava deslocado, já estava inserido no que eu queria. Me lembro que muitos colegas saíram da faculdade sem experiência nenhuma, perdidos. O melhor é não deixar pra última hora a sua busca pela experiência - é se interessar antes, para não chegar “no susto”.

A diversidade na Ufes é muito grande. Ha opiniões diferentes quanto a estagiar ou aproveitar mais a vida universitária - respeito todas. Aliás, é sempre bom ouvir e retirar o que pode te acrescentar nas diferentes opiniões encontradas.

NE - Qual a sua opinião sobre o mercado publicitário no ES?

Louis - O mercado é pequeno em verba, com muitos vícios por estar acostumado com pouco dinheiro. Tem bons profissionais, porém, com dificuldades tremendas, por varias razões. Não somente por falta de dinheiro, mas por terem idéias e não conseguirem produzi-las da melhor forma. Saíram daqui vários profissionais que hoje atuam no Clube de Criação de São Paulo. Estando no ES, é essencial ter uma boa idéia que seja simples na produção. Como todo mercado pequeno, tem as suas dificuldades.
Para ser um bom profissional, para pensar e para criar é preciso estar num mundo agradável. Tem que ter qualidade de vida. Um lugar que te faça feliz. O mercado capixaba é assim: por mais que tenha seus problemas é um mercado que está num lugar muito agradável. Com o advento da internet há o acesso ao mundo, você pode trabalhar aqui, ter uma idéia bacana, produzir legal e ainda pode inscrever sua peça em outro estado, em outro concurso. A parte geográfica pouco importa.

NE – O mercado de comunicação passa por várias mudanças. Como a publicidade vai se adaptar totalmente a essa “era digital”?

Louis - A comunicação lida com pessoas. Se elas estão na internet, é preciso ir para internet. Na minha opinião, por mais forte que seja, a internet nunca vai substituir os meios de comunicação tradicionais. Sempre vai haver televisão, rádio, mesmo tendo os dois na internet. O comunicador se adapta ao público, tem que falar com alguém - se ele está lá, vá até lá falar com ele.

NE – Você é o vencedor do concurso da logomarca dos 80 anos do Jornal A Gazeta. Como se deu o processo de concepção e criação da marca?

Louis - Primeiro, vou falar sobre um concurso como esse. Foi uma oportunidade. É sempre bom participar, não pensar só em ganhar, você não tem nada a perder, é uma possibilidade de trabalhar. Se há um pedido de trabalho, você vai usar sua cabeça para transformar em um resultado. Só em fazer isso você já cresce. À medida que você vai criando, aprende a fazer, por iniciativa própria. Ganha experiência. Procura referências. Se não ganhou o prêmio, você a ganhou experiência. Uma forma de contactar pessoas, buscar crescer. Acho que os estudantes precisam tentar, procurar professores para desenvolver um trabalho legal. Tive aula com o Ruy, ele me incentivava a aprender por iniciativa própria, também. Falo isso tanto Jornalismo quanto Publicidade. Com a biblioteca da Ufes, há muita informação a ser buscada.
Quem está na faculdade precisa produzir. Aproveitar. Lá, você pode produzir, ousar, inventar, melhorar. Não está no mercado ainda, tem limitações. É um campo fantástico de produção, de informação, de produção.

Para fazer o selo associei minha base cultural. Pensei: “Preciso fazer um selo pra um jornal, é preciso uma razão para isso. A minha idéia se baseou no fato de o jornal ser feito de fontes e de letras. Juntei as fontes que fizeram parte dos oitenta anos do jornal para formar os oitenta anos. Há um conceito, um motivo para existir, um fator que é a beleza. Agradou, poderia não ter agradado.

NE – Na sua opinião, quais as principais e essenciais características para ser diretor de arte?

Louis - Na Ufes não fui instruído para trabalhar com direção de arte, mais com a comunicação em si, não a comunicação visual. O que eu fiz (e recomendo): acrescentei minha veia de arte, aliei com a base da comunicação. Em vez de só fazer artes, procurei agregar um valor a isso, com a comunicação. Trabalho em dupla, com um redator(parte da comunicação). É sempre assim, conceito e idéia. Para mim, direção de arte é fazer o conceito e a parte visual.

Um dos trabalhos de Louis como Diretor de Arte da MP Publicidade


NE
– Quais os conselhos que você dá para os estudantes de comunicação?

Louis - Primeiro, aproveitar a faculdade pra tudo. Há alguns dias atrás me chamaram pra ir a UVV, fizeram um trabalho legal, normal. Falei: “o trabalho de vocês está legal, mas vocês são estudantes, podem criar, não há limites. Fazer um trabalho mais ousado, usar meios virais, internet. Aí, terão uma idéia diferente. Aproveitar as críticas, ousar.
Por Carolina Alvarenga, Ellen Campanharo e Monique Tassar

domingo, 27 de abril de 2008

Fale com Hélia!

-

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Breve,

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Vida Dupla - Último capítulo. Quem matou a Bel?

Bem, chegamos ao fim do folhetim.
É com imensa alegria que Rafael Arcanjo Jr. e eu, Brunella Wyvern, (cujos nomes foram boicotados na edição impressa pelos diagramadores ¬¬') entregamos a vocês o último capítulo de nossa história escrita a 24 mãos. Cada dupla com suas influências e um jeito próprio de escrever mas que conseguiram dar coerência e uniformidade a um texto escrito por tanta gente.
A idéia que nasceu em uma mesa de sorveteria se tornou um dos capítulos mais gostosos desse No Entanto feito por nossa turma.
Sem mais delongas, eis o texto.

Ao mestre Sheldon, com carinho!

No dia do crime

No RU

Lais joga veneno de rato no feijão de Bel que se sente mal e vai tomar alguma coisa no DCE. Depois de almoçar tranqüilamente, Lais encontra Ana no ponto de ônibus.

No DCE

Tom e Léo, com uma rosa na boca, jogam sinuca até Tom resolver ir para aula. Enquanto ele desce as escadas, Léo paga a conta e fica pra trás.

Tom se encontra com Bel nas escadas e os dois se agarram. Léo vê a cena e, enfurecido, corre até a lavanderia do RU sem ser visto pelos dois, pega uma faca ainda suja do almoço e se esconde à espera de Tom e Bel.

Só Tom desceu. Bel foi tomar uma cerveja para aliviar a queimação no estômago. Léo sobe, encontra Bel, entrega a rosa e esfaqueia a moça que já descia a escada. Bel desmaia, o lugar está vazio (véspera de feriado).

Léo pede que a mãe venha tirá-lo da cena do crime e D. Lia de pronto atende.

Ao chegar, pensa em esconder o corpo e joga a moça desmaiada da escada e levando-a para trás do RU. Bel desacordada é jogada atrás do RU tem na bolsa o celular que muge e nas mãos a rosa suja de sangue.

No estacionamento

Ana passa pelo carro de D. Lia no estacionamento, ouve o telefone mugindo e segue o ruído. Encontra Bel, ainda respirando, e joga o corpo da rival no lago, terminando o crime.

***

Na casa de Léo, D. Lia tem um enfarte fulminante e morre nos braços do filho. D. Lena se sente vingada e vai embora.

Não muito distante dali, Tom segue com Lais para as montanhas.

Enquanto isso, na casa de Ana, Lipe leva-a até o carro. Estão indo para Florianópolis. Ela encara o primo.

- Você sabe o que fiz!

- Sei gata. Mas, afinal, quem não tem uma vida dupla?

FIM





sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Aqui, todos os últimos episódios de Vida Dupla

Olá, amigos

Na quentíssima edição 25, que chegou da gráfica hoje, o caro leitor pode ler o quinto capítulo do folhetim "Vida Dupla". Você, internauta esperto que visita a página virtual do bizarro No Entanto, tem neste post a honra de ler todos os capítulos das aventuras do "o-que-é-isso-amoroso" do nosso jornal experimental.

Parte 1
por Aline dias e Gabriela Zorzal

Léo acordou atrasado. Nada anormal, tirando algumas marcas roxas no seu corpo. Enquanto tentava descobrir de onde elas tinham vindo, D. Lia, sua mãe, entrou no quarto:
- Filho, a Ana tá lá em baixo.
- Manda esperar - Ele disse, mal-humorado. Por que aquela louca insistia em persegui-lo?
Lá em baixo, Ana estava ansiosa lembrando os beijos do dia anterior. Logo Léo desceu as escadas. A moça quase entrou em transe enquanto ele vinha; moreno, alto, cara de mau. Ela tinha espasmos mentais pensando que aquele era seu homem.
- O que você quer?- ele perguntou, frio.
- Combinamos de irmos juntos pra aula.
- Combinamos?
- Sim. Não gosto dessas suas brincadeiras.
- Não estou brincando. Só não lembro.
- Deixa pra lá. Vamos.
- Não. Vou ver a Bel.
- Você marcou comigo!
- Você é louca! Não entendo por que inventa essas coisas.
- E eu não entendo sua cabeça!
- É melhor você ir.
- Não vou! Foi você quem me chamou aqui!
- Então eu vou! – ele disse antes de bater a porta e seguir para a UFES com o estômago roncando.
D. Lia, que tinha ouvido tudo, foi amparar a moça, como de costume. Mas, era diferente. Ela sabia que, se não agisse, perderia a melhor nora que já tivera. Então, pediu à Ana que se sentasse e finalmente contou tudo.
*
Léo pensava que Bel tinha sido talhada em seu molde. Era linda e os dois combinavam. Naquele dia, ele levou-lhe uma flor. Quando estavam juntos, tudo parecia sonho.
*
No ônibus, Ana tentava entender as coisas. Elas até faziam sentido, mas tudo ainda era estranho. As atitudes de Bel, porém, soavam mais sensatas.
Ana sabia do caso da rival com Tom. Será que Bel sabia de algo sobre Léo? Sentiu que devia procurar a outra e botar tudo em pratos limpos. Faria isso quando chegasse à UFES. Era urgente.
Desceu do ônibus e viu Laís, amiga de Bel, que disse que ela estaria no DCE.
Ana sempre questionara a amizade das duas. A UFES inteira sabia da paixão de Laís por Tom.
Seguindo pelo estacionamento do Metrópoles, Ana viu o carro de D. Lia. Ela ainda se lembrava de tudo o que fizera ali.
*
Bel não estava no DCE. Ana a procurou em todos os locais possíveis.
Como o assunto não podia esperar, gastou os últimos créditos do celular com a outra.
O telefone começou a chamar e Ana ouviu o mugido de uma vaca. Não era uma vaca. Era o toque escandaloso do celular de Bel que qualquer um sabia reconhecer.
Ela estava ali perto.
Guiada pelo som, Ana andou até o corpo morto de Bel. O celular ainda tocava, ou melhor, a vaca ainda mugia. Bel estava ali, caída e suja de sangue. O mesmo que manchava uma rosa branca ainda em sua mão.
Ana então se lembrou de D. Lia contando que Léo tinha dupla personalidade.

*****

Parte 2
por Shamylle Alves e Anna Karla Lerbach

Ana ainda não podia acreditar que Bel havia morrido. Em casa, tentava colocar seus pensamentos em ordem. Uma vaca mugiu a seu lado, era o celular de Bel. “Alguém deve estar à procura da defunta”, ela pensou ao pegar o celular e desligar, sem ver quem era.
A garota deitou na cama, a cabeça doía. Naquele dia fizera muitas tolices: trazer o celular de Bel consigo, jogar o corpo no lago...
Estava comprometida até os fios de cabelo que estavam por nascer.
Ela chorou, chorou e chorou. E depois de algum tempo, conseguiu pegar no sono.
Vermelhou no curral, a ideologia do folclore avermelhou..., sim, o celular de Ana tocava. A menina, ainda grogue de sono, olhou para o relógio e viu que dormira demais.
-Alo? – perguntou sonolenta.
-Ana?
-Léo?! – gritou a moça, despertando na mesma hora.
-Oi amor! Por que você não vem aqui em casa...?
-Com certeza – concordou prontamente – estarei aí agorinha.
Ana estava nas nuvens. Léo a convidou para um programa a dois. Arrumou-se impecavelmente, e, toda serelepe, foi ao seu encontro.
*
Léo estava diferente. Desde que Ana chegara não dera nenhuma patada... Estava irreconhecível. Mas Ana não ligava para isso, quando estava com ele, era como se seus olhos fossem vendados e ela fosse apenas guiada por seu amor. Ela era um daqueles casos crônicos de mulheres que amam demais.
-Tá com fome, minha linda?
-Um pouco – respondeu ela encantada.
Chegando à cozinha, Ana se deparou com uma infinidade de comida cobrindo a enorme mesa.
-Mamãe está cozinhando que nem louca desde ontem. Ela faz isso para ocupar sua cabeça, acho. – Léo disse, dando de ombros. Ana também deu de ombros. Nada importava. Nada estava estranho.
O dia passou e, pela primeira vez, Ana e Léo tiveram um típico programa caseiro de namorados apaixonados. Resumindo, dia perfeito.
Para fechar com chave de ouro, à noite, o casal foi à Rua da Lama tomar um ar e ver a galera. Sentaram-se numa das mesas da Adega e trocaram carinhos e sorrisos em público. Amigos e conhecidos que passavam por perto se espantaram, mas ninguém comentava.
Laís e Tom também estavam por lá, na mesa ao lado. Demonstravam tanto afeto e amor quanto o outro par. Ana estranhou aquilo por um segundo, eles nunca tinham sido disso, mas logo desencanou. Se as coisas tinham mudado para ela e Léo, porque não mudariam para eles?
Naquele dia, nada foi igual. Talvez tenha sido o assassinato, quem sabe? Ou apenas era a florzinha do amor que estava florescendo no coração de todos daquela ilha chamada Vitória...

*****

Parte 3
Por Natasha Siviero e Simone Azevedo

*

O telefone tocou e continuaria. Normalmente, D. Lia não perderia o ponto do bolo para atendê-lo. Mas o barulho da batedeira não abafava a insistência do toque infernal. Atendeu disfarçando o nervosismo da voz.

_ Alô.

_ Sou Lena, mãe da Bel. Desculpa ligar essa hora, mas estou preocupada. Ela não voltou para casa ontem.

_Ué, ela e o Léo foram passar o fim de semana nas montanhas.

_ E ela não me avisa, não atende o celular e me deixa desesperada.

*

Tom pedira a conta, mas a noitada na Lama não acabaria ainda.

_Laís, marquei com a galera no Sinucar. Bora?

_Ah não, Tom. Lugar tão chinfrim.

_Caralho! Sempre com essa fala de patricinha.

_Ah, se fosse a Bel aceitaria na hora. Inclusive, seus amigos devem estar esperando pela queridinha de todos.

*

Léo ouviu a idéia de Tom. Gostou. Apressou-se em terminar o chope e chamou Ana para jogar sinuca. Ela, que não sabia jogar, não entendeu o entusiasmo dele.

_Léo, vou pagar mico. Não sei jogar.

_Ah, sabe sim!

Ana só entendeu o sorriso malicioso de Léo quando viu a entrada do motel.

_Associação besta do jogo com – nem terminou de falar quando viu a mesa de sinuca no quarto.

Frenético, Léo levantou Ana pelas pernas e a colocou sentada sobre a mesa. Os beijos se tornavam cada vez mais provocantes. Ana tinha um ponto fraco no pescoço e ele sabia. Léo sentiu uma vibração na calça. D. Lena ligava insistentemente para o celular. Ele olhou no visor e se apressou em desligar, retomando com Ana de onde parou. Ela o puxou pela nuca forçando um olho no olho.

_Eu seria capaz de morrer e matar por você.

_Mentira...

*

D. Lena precisava falar com Bel. Seu coração de mãe estava apertado. Tentava o celular de Léo quando o telefone de casa tocou. Era da delegacia. Acharam o corpo de sua filha no lago do CCJE.

*****

Parte 4
Por Kássia Salazar e Rafaella Rodrigues

A notícia da morte de Bel deixou D. Lena em estado de choque. Onde estaria Léo? Tentava achar explicação para tanta crueldade... O corpo da sua pequenina num lago?! A primeira reação foi ligar para D. Lia.

_Mataram a Bel? - Perguntou D. Lia, com uma voz trêmula.

_Quem faria isso com uma garota tão boa? Tentei ligar para seu filho...

D. Lena, aos prantos, queria acreditar que a filha chegaria com Léo do fim de semana nas montanhas.

*

No motel, o casal vivia uma noite que há tempos ela desejava.

Vermelhou no curral, a ideologia do folclore avermelhou...

_Meu celular! Calma... _ Ana disse.

Ela pegou o telefone e viu o número do celular da Bel no visor. Mas, antes que qualquer reação fosse possível, Léo jogou o celular na parede:

_Tá maluca? Agora você é minha e só faz o que eu mandar!

Naquele momento, Ana foi tomada pela lembrança do dia anterior. Não parava de pensar no corpo frio e cheio de sangue da rival. Queria fugir dali. Porém, nada no mundo era melhor que aquele momento.

*

Na volta para casa, Ana olhava Léo e tentava aceitá-lo. Ele falava que ela era sua mesmo já a tendo desprezado. Como confiar em alguém com dupla personalidade? Sorriu. Sem Bel, tudo seria mais fácil.

Mas, quem teria ligado para ela?

*

Ao chegar em casa, uma surpresa ...

_Quanto tempo! Vim passar uns dias em Vitória. Esse celular é de alguma amiga sua? Liguei dele para você. Que saudade!

Ela não podia acreditar. Era Lipe, o MA-RA-VI-LHO-SO primo surfista de Floripa. O primeiro amor, o primeiro homem... Muitas coisas poderiam mudar...

*****

Parte 5
Por Janaina Thainá da Silva e Sylvia Ruth

Tom, angustiado, foi conversar com Laís.

- Você já tá sabendo? – Perguntou ele.

- Da Bel?

- Claro, de mais quem seria?

- Ah, sim.

- E já foi lá? Fica feio não ir.

Ela demorou em responder.

- Odeio velórios.

*

Na casa de Ana, a moça não sabia o que dizer a Lipe. Na verdade, não conseguia sequer olhar aqueles maravilhosos olhos azuis em que já se perdera incontáveis vezes.

*

O telefone toca. É Léo, com a notícia que Ana já esperava. Respirando fundo, Ana tenta aparentar surpresa. Já Léo, parece enlouquecido.

- Não sei o que houve, Ana!

- Também não sei, amor.

- Ana, você sabia dela e do Tom? Só eu não!

- Não sabia, Léo. Como ela pôde? – Dissimulou.

- Acredita? Logo o Tom! – Esbravejou.

Desligando o telefone, Ana contou da morte de Bel a Lipe como quem conta que o peixe do vizinho morreu, e eles continuam a conversar, o rapaz até esquece do tal celular sem-dona.

*

Na casa do Léo, D. Lia, preocupada, decide tomar um comprimido para se acalmar. D. Lena toca a campainha.

- Lia, não consigo suportar isso! Quem fez aquilo a minha menina? – Indaga.

D. Lia, suando frio, balbucia qualquer coisa, não sabia o que responder. Para sua salvação, Léo abre a porta. D. Lena corre em direção a ele.

- Léo, o quê aconteceu depois que vocês voltaram das montanhas?

Léo, espantado, responde: - Mas nós nunca fomos às montanhas.

Imediatamente, D. Lena volta o seu olhar em direção à D. Lia. O copo que estava em sua mão se estilhaça no soalho.


*****


Façam suas apostas


O desfecho do folhetim está guardado a sete chaves, ou melhor, por Ana Paula Chaves (;p), editora, e Rafael Arcanjo e Brunella Wyvern, autores. Nem mesmo o orientador da disciplina, Victor Gentilli, sabe qual é o verdadeiro final. Ele recebeu três diferentes, e aposto que também está curiosíssimo.


Pois é, "Vida Dupla" continua no próximo e último, emocionante, eletrizante e revelador capítulo. Enquanto isso, a gente rói as unhas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A foto!

Copa do Brasil Feminina


Depois de decidida a imagem a ser utilizada na matéria da Copa do Brasil Feminina que sairá no impresso, vou postar a foto que fiz - ainda nem acredito que fiz - de uma jogada no jogo Desportiva X Nacional (MG) no Estádio Engenheiro Araripe, Cariacica, dia 02 de novembro.
Fico triste ao ter que dizer o time capixaba foi desclassificado no jogo de volta, dia 08 de novembro, quando perdeu para o time mineiro por 4 x 0, em jogo realizado no Estádio Frimisa, em Santa Luzia, na região conhecida como Grande BH.
Fica a expectativa pelo Campeonato Estadual Feminino, a ser realizado pela Federação
do Espírito Santo de Futebol, que classificará o time representante do Estado para a II Copa do Brasil Feminina.
Segundo análise de jornalistas esportivos que estão acompanhando o campeonato, os times candidatos ao título deste ano da Copa Feminina são Botucatu (SP) e Benfica (MG). A conferir.
A partida final será disputada dia 09 de dezembro.

sábado, 3 de novembro de 2007

Enquanto algumas jogam outras escrevem...

Copa do Brasil de batom

Sexta-feira, feriado... Data ideal para ir pra minha casa, em Colatina. Mas o programa do feriado foi outro. Fui ao Engenheiro Araripe, em Cariacica, assistir à estréia da Desportiva na Copa do Brasil Feminina e fazer entrevistas para a matéria que estou escrevendo – juntamente com Gabriela e Simone – para o No Entanto. O jogo foi surpreendente antes, durante e depois; dentro e fora de campo!

As meninas da Desportiva enfrentaram o Nacional, campeão estadual de Minas Gerais. Confesso que imaginei um jogo muito difícil para a equipe capixaba. Afinal, elas só estavam treinando juntas há 1 mês e o time mineiro é um clube só feminino. Mas dentro de campo, a Desportiva foi superior e venceu o jogo aqui por 2 x 1. Gols de Marciene, lateral esquerda, cobrando falta e da atacante núemro 9, Cíntia. A número 10 Bárbara descontou para o Nacional. O placar poderia ter sido mais elástico a favor da Desportiva se as jogadoras tivessem caprichado um pouquinho mais e tido calma na hora da finalização. O jogo de volta acontece quinta-feira, 08 de novembro, provavelmente no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Se passarem, as meninas da Desportiva enfrentam ou Vasco da Gama ou Benfica de Minas Gerais.

A equipe capixaba se mostrou muito bem posicionada em campo. Destaque para a composição da defesa, séria, marcando em cima e sempre com uma boa ligação com o meio de campo, coordenada pela capitã Rose, a número 4. Destacaria o entrosamento das jogadoras Andréia, número 5, Marciene, a 6, e Andressa, número 8, que tem um estilo de jogar muito parecido com o da Formiga, da seleção brasileira. No ataque, a referência foi a número 11, Andressa Bissi, mas quem ditou o ritmo do jogo foi a 9, Cíntia, jogadora veloz e habilidosa. No mio de campo, a jogadora responsável por organizar as jogadas, distribuir as bolas e referência no passe foi a número 10, Edna. Jogadora experiente, que já jogou no Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e chegou a treinar com Marta, a camisa 10 da seleção e eleita melhor jogadora do mundo em 2006 pela Fifa. Com a saída de Edna, no segundo tempo, o time da Desportiva se perdeu um pouco e demorou a se adaptar à falta da número 10 quando tinha a posse de bola. Mas o time se arrumou em campo e continuou sendo superior.

A outra surpresa foi a torcida preencher um lado inteiro da arquibancada do estádio e torcer, torcer muito e se encantar com o futebol das meninas. E devo acrescentar que foi lindo de se ver! As pessoas gostaram de assistir ao jogo, de ir ao estádio, de ver as mulheres jogando um futebol bonito.


Sobre as surpresas antes, durante e depois...


Bem, antes de iniciar o jogo, lá se vão para o campo três mocinhas elegantes, aprendizes de repórteres. Brunella, Gabriela e Simone... E não é que nós tivemos fácil acesso ao gramado?!


Já chegamos entrevistando o técnico, Marcos Nunes. Super simpático e atencioso conosco. Pedimos então para conversar com alguma jogadora e entramos no vestiário do time. Ficamos ali, como quem não quer nada e ouvimos a preleção. Detalhe: as únicas jornalistas presentes ali naquele momento! O jogo começaria em breve, então só fizemos uma pergunta à capitã de time, Rose e desejamos boa sorte às meninas.

Saímos do vestiário e esperamos o time entrar em campo. Detalhe 2: a jornalista de A Gazeta não tinha conseguido acesso ao campo ainda e nós estávamos lá!Acompanhamos dali a recepção calorosa da torcida. E lembrei que a matéria precisava de uma foto! Lá foi a Brunella com sua pequena câmera digital – na verdade, da Gabriela – tentar uma foto. E euzinha acabei fazendo a foto oficial do time!

Saímos dali para o início do jogo e subimos. Para as arquibancadas? Não!!! Para as cabines de imprensa!!! Foi o máximo do máximo! No intervalo do jogo, lá foram as repórteres trabalhar novamente. Conversamos com torcedores, com um componente da comissão técnica do Nacional e com o superintendente da Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES), Pedro Soares. Esperei a bola rolar para o segundo tempo e, da arquibancada mesmo, tirei algumas fotos. Algumas foram um desastre total, outras até que ficaram boas. Não é nada fácil tirar fotos da bola rolando e de pessoas se movimentando ao mesmo tempo!

Quando o jogo terminou, entrevistamos o árbitro capixaba que pertence ao quadro da CBF e ex-jogador de futebol, Wallace Valente. Ele também estava surpreso como desempenho das meninas em campo e com a torcida em bom número que compareceu ao estádio. Dali, voltamos ao campo para as considerações finais de Nunes e voltamos ao vestiário. Enquanto eu fazia entrevistas com as jogadoras o Marlon (O Marques e o Bernardo também), que foi conosco ao estádio, virou o maior tiete do vestiário, distribuindo sorrisos e pegando autógrafos de várias jogadoras. Mas a ídola dele era mesmo a número 11, Andressa Bissi. Realmente, não é qualquer uma que dá uma bicicleta (perfeita) de fora da área no meio de três marcadoras.

Trabalho encerrado e sentimento de dever cumprido por ali. Fica a torcida para que a equipe da Desportiva avance na competição e possa chegar às fases finais. Seria mesmo demais!!! E espero que no próximo jogo das meninas aqui no Engenheiro Araripe – para isso elas têm que passar para a próxima fase – as duas arquibancadas estejam cheias. Eu garanto que o torcedor que for ao estádio não se arrependerá. Essas mulheres jogam muito!

CONFIRA A MATÉRIA SOBRE A COPA DO BRASIL FEMININA NA EDIÇÃO 25 DO NO ENTANTO!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Literatura sensual e irreverente made in China

Acho que eu gostei de ler desde que descobri as letras... Deve ter sido amor à primeira vista!
Ler é uma necessidade, como comer, tomar banho. Ficar sem um livro nas mãos dá uma sensação de vazio, de que falta realmente algo.
Difícil é responder àquela perguntinha: e o que você mais gota de ler? Sinceramente, não sei! Leio de tudo.
E depois que comecei a fazer aulas de jornalismo cultural, pensei que podia não apenas ler, mas também escrever sobre aquilo que leio. Pequenas críticas, dentro daquilo que meus insuficientes conhecimentos sobre literatura e permitem escrever (ainda há muito o que ler, muito o que estudar!).
O texto que posto aqui foi um dos primeiros que fiz de um livro que li em meados desse ano.

Literatura sensual e irreverente made in China

Xangai Baby, livro de estréia da escritora chinesa Wei Hui (Ed. Globo, 357 pgs), inaugura uma ‘nova moda’ na literatura chinesa: a das autobiografias de jovens pertencentes à 'geração de 80'. Quando lançado na China, o livro foi proibido e a tiragem, recolhida pelo governo do Partido Comunista, queimada em praça pública.

Wei Hui, com sua tinta sensual e irreverente, conta a história da garçonete Coco, que abandona o emprego para escrever seu livro, apaixona-se por Tian Tian, um rapaz impotente que se envolve com drogas, e também mantém um caso com Mark, empresário ocidental e casado. O choque entre novos valores ocidentais e as antigas tradições orientais é o pano de fundo da história contada em tom autobiográfico pela jovem escritora chinesa. A narrativa segue em ritmo de um diário, envolvendo o leitor no dia-a-dia das personagens e faz do livro irresistível.

Xangai já foi uma região pontilhada por territórios isolados sob a jurisdição de potências estrangeiras, onde o acesso de chineses era restrito. Hoje, a cidade se abre inteira. O choque cultural com a mudança de rumos na política e na economia deixou desnorteada boa parte da população local, cujos hábitos mudaram do disciplinado maoísmo para o voraz consumismo característico das sociedades ocidentais.

Em meio a isso tudo está Wei Hui, 34 anos. Proibida na China, tachada de "decadente, devassa e escrava da cultura estrangeira", seu romance não deixa dúvidas sobre o motivo de tais acusações.

O chinês impotente e o estrangeiro machão tornam-se, assim, os emblemas da realidade do país, onde as maravilhas da sociedade de consumo são as novas estrelas-guias que substituem o velho mundo, emasculado pela pós-modernidade.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Reporteres em Ação 3




Ah, o riso...

Mais uma vez, Eu (Shamylle) e Roberta fomos a campo exercer a linda (e tão querida) profissão jornalística. As dificuldades mais uma vez não nos abandonaram, elas nos amam, chegamos a essa conclusão.

Acompanhadas por Damiana Monteiro (a fotógrafa e publicitária) encaramos o temido 507. E sem lenço, sem documento e sem saber onde era o Hospital Infantil de Vila Velha, chegamos ao terminal. Lá, perguntamos sobre o tal hospital a umas 10 pessoas, que não tinham a mínima idéia, mas que sempre davam palpites. Já quase desistindo, encontramos uma alma caridosa e bem informada. Sendo assim, alguns minutos a mais de Transcol foram suficientes para chegarmos ao tão procurado local.

Demos sorte de novo. A Elaine e Államo (mais conhecido como Superman) foram extremamente simpáticos e pacientes conosco. Depois do primeiro contado, nada mais prestou. Palhaçadas surgiram, assim como as panicats (oh my god, vamos esquecer isso). Retomando, conhecemos pessoas maravilhosas. Alegramos os pacientes, e nos divertimos por tabela.

O Trabalho dos Amigos do Riso é lindo! A sensação de ajudar a trazer felicidade, pelo menos por alguns segundos, à vida dos enfermos, é incrível.Umas duas horas mais tarde, a visita acabou e fomos embora. Mas naquele dia, dormimos em paz, felizes. O riso é realmente contagioso...



MATERIA, NA INTEGRA: (postada na edição 23)

O MELHOR REMÉDIO É SORRIR
por Roberta Duarte e Shamylle Alves



Uma bela risada e alguns minutos de divertimento podem amenizar o sofrimento

Doutores do Riso, Mensageiros do Riso ou Galera da Alegria. Não importa o nome, todos realizam o mesmo trabalho. Aqui no Espírito Santo são chamados de Amigos do Riso, que percorrem o estado praticando a risoterapia.
Mas você sabe o que é risoterapia? É um método terapêutico que existe desde a década de 60, comprovado por estudos médicos e com resultados surpreendentes, em que o ditado "rir é o melhor remédio" é levado ao pé da letra.
Atuando principalmente em Vila Velha, desde 2004, os Amigos do Riso visitam, em média duas vezes por semana, hospitais, asilos, creches e orfanatos. Como o projeto é totalmente voluntário e sem fins lucrativos, é através da venda de cartões que conseguem verba para comprar os materiais utilizados em suas apresentações. Além disso, o grupo anima festas e eventos particulares para se manter.
O trabalho dos animadores é diferenciado. Nas creches e orfanatos realizam pequenas peças de teatro, interagindo com todos. Em asilos, o que prevalece é a conversa e a troca de carinho. Já nos hospitais é feito o acompanhamento leito a leito.
“Nosso projeto nunca visou curar ninguém, até porque não fazemos milagres. Mas tentamos através do bom humor amenizar a dor e a depressão daqueles que estão passando por um momento difícil”, ressaltou Rogério Neto, um dos idealizadores do grupo.
Rogério Neto resume como uma festa as freqüentes visitas feitas ao Hospital Infantil de Vila Velha. Fantasiados e munidos de balões coloridos, brinquedos e muita descontração, eles contagiam todos a sua volta. As primeiras reações, principalmente das crianças, são diversas. Algumas abrem logo um sorriso, outras estranham, mas depois de algumas palhaçadas a diversão é geral. “Gostei muito da visita deles, é importante para nos distrair”, contou a paciente Débora Costa, 14 anos.
A presença dos Amigos do Riso traz benefícios também aos acompanhantes, que muitas vezes passam dias no hospital, onde o clima é pesado e triste. A professora Silvia Regina Martins, que estava com sua sobrinha neta, sente isso. “Conheço o trabalho deles há um tempo. Creio que seja uma forma de humanizar o hospital. A alegria continua, mesmo depois que eles vão embora”, afirmou.
De acordo com o enfermeiro Geraldo Antônio de Ramos, a risoterapia auxilia no tratamento médico, pois trabalha a parte psicológica. “A visita dos atores-palhaços ajuda a recuperar os traumas normais acarretados em internações muito longas”, explicou.

Voluntários. Atualmente o grupo possui três membros fixos. Mas há pessoas que se interessam pelo projeto e participam de algumas visitas. Ser voluntário é fácil, basta entrar em contato com um dos integrantes. Algumas orientações são feitas, como cuidados com a higiene e brincadeiras permitidas. E o retorno é garantido. “É gratificante, contribuiu muito para o meu crescimento pessoal. Comecei a participar em uma fase muito difícil da minha vida. Conheci pessoas em que o sofrimento era maior do que o meu e eram muito mais felizes. É uma lição de vida.”, confidencia a voluntária Elaine Rodrigues.

CONTATO
Telefone: (27) 9938-1098
Email: amigosdoriso2004@yahoo.com.br
Orkut: Amigos do Riso

O que o Riso pode fazer por você:

Alivia a tensão: Mesmo em momentos de nervosismo o riso pode reduzir o estresse e a ansiedade.
Atenua a dor: Rir libera a endorfina, hormônio produzido no cérebro que produz sensação de bem-estar e alivia a dor.
Diminui a pressão arterial: No sistema cardiovascular, rir aumenta a freqüência cardíaca e a pressão arterial. Isso promove a vasodilatação das artérias ocasionando uma queda de pressão benéfica para os hipertensos.
Dá mais oxigênio: Rir aumenta a quantidade de oxigênio captada pelos pulmões e facilita a saída de gás carbônico.
Fortalece o sistema imune: Não está comprovado o fato de quem ri fica menos doente, mas os pesquisadores já sabem que o riso aumenta a liberação de células do sistema imune, fortalecendo nossas defesas.
Ajuda na memorização: Rir durante a apresentação de uma aula ou palestra aumenta o interesse e facilita a aprendizagem.

Fonte: Universidade Estadual de Campinas ( UNICAMP)



quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Angela Jackson, a primeira "entrevista"

Papo com "A Rainha do Miado"

Experiência Inesquecível! Quando Eu (Shamylle) e Roberta pegamos a pauta de “um dia na vida de”, a idéia de entrevistar a Drag Queen não estava nos nossos planos. Porém, de cara, demos com nosso primeiro problema nesse mundo “jornalístico”, nossa pauta furou. Depois de algumas sugestões de novas pautas a idéia de entrevistar uma Drag surgiu, e com ânimo e disposição corremos atrás.

Não foi fácil, ligamos para incontáveis contatos, que não tínhamos. Mas a alma jornalística sobressaiu, e conseguimos achar Ângela.

Desde o começo ela foi muito simpática conosco. Respondeu todas as perguntas, uma fofa.
Confesso que estávamos nervosas, era nossa primeira experiência, mas tudo deu certo. Ah, e quem não viu a matéria na edição 21, pode conferir aqui:

Um dia na vida de:

ANGELA JACKSON,
A Rainha do Miado

por Roberta Duarte e Shamylle Alves


Todo mundo precisa ter uma religião, todos
precisam trabalhar.
Para Rodrigo, Angela Jackson é a diversão que
se transformou em trabalho

Batom escarlate, cílios postiços, sombras carregadas, perucas exóticas, unhas compridas, roupas extravagantes e saltos altíssimos. Espelho, espelho meu, existe alguém mais drag do que eu?

Por onde passam, as drag queens com certeza roubam as atenções. Pode-se tudo, menos ignorar a sua presença. Mas engana-se quem pensa que a vida delas é feita de puro glamour e purpurina. Esse é o caso de Angela Jackson, que quando não está “montada” se chama Rodrigo, e como todo o brasileiro trabalha duro para se manter.

Sua rotina é bem puxada. Na parte da manhã trabalha em uma escola, e à tarde em uma madeireira, ambas na área de informática. Além disso, coordena um grupo de canto litúrgico, ensinando jovens e crianças da paróquia que freqüenta em Vitória. E a noite, em média três vezes por semana, faz seus shows.

O começo não foi fácil. Mas a partir do momento em que se aceitou decidiu ser feliz. Daí até o nascimento da Angela foi um processo rápido. O que teve início como uma brincadeira entre amigos, em que o compromisso era apenas com a diversão, um tempo depois se tornou profissão.
Mas e o nome? Angela Jackson foi uma dupla homenagem, a sua irmã, que se chama Angela e ao seu ídolo Michael Jackson. Já o título “A Rainha do Miado” veio de sua característica mais marcante, a voz fininha, miada.

Apesar de ter outras pessoas envolvidas em seu show, como o costureiro, o produtor artístico, é Rodrigo quem cuida de praticamente tudo. Desde a produção e edição musical, gravação das vinhetas, até a caracterização final. Um luxo!

Depois de uma transformação que dura no máximo uma hora, Angela Jackson está pronta para arrasar. No palco ela canta, brinca e diverte qualquer tipo de público. A simplicidade de suas letras facilita a interação com as pessoas.

Parô tudo! Ela é a única drag do Espírito Santo que gravou um cd, cantando mesmo. Aliás, um não. Dois! Seu segundo cd está em fase de divulgação. Neste, continua a usar paródias, porém, procurou evitar alguns palavrões, já que o primeiro foi bastante difundido no mundo heterossexual, até mesmo entre as crianças.

Isso mesmo, engana-se quem pensa que uma drag queen faz apresentações apenas em boates GLS (gays, lésbicas e simpatizantes). Uma drag do nível de Angela é chamada também para festas de aniversário, chás de panela, ou seja, todo tipo de evento que precise de muita animação. E é essa popularidade que torna o trabalho compensador financeiramente, pois aqui no estado as boates não oferecem ajuda de custo seja para o figurino ou contratação de bailarinos.
Mesmo sendo uma personagem cativante e bem aceita, o preconceito se faz presente. Rodrigo tem os pés no chão, sabe que o fato de ser homossexual e drag choca por ser diferente, mas aprendeu a lidar com a situação e a converte em apoio. Um exemplo disso foi quando a descoberta de sua orientação sexual, por parte da igreja que freqüentava, o obrigou a largar os cargos que exercia na paróquia. Ainda assim continuou indo às missas na Catedral Metropolitana de Vitória, até ser chamado por outra comunidade próxima, para ser coordenador de canto.

Enfim, não há como confundir Rodrigo com Angela Jackson. Ele é super tímido e retraído. Ela invade os espaços, senta, brinca. Como ele mesmo diz “a Angela é um personagem, que só existe para fazer o show. Acabou o show, ela limpa a cara e volta a ser Rodrigo”.


GLOSSÁRIO

Montada: quando a drag queen está completamente caracterizada.
Miada: muito utilizado no meio gay, quando a pessoa fala fininho. Ex: ”Ah, pára de miar viado”.
Um luxo!: Algo bonito, interessante.
Arrasar: Expressão de admiração em relação a um ato bem-sucedido de outra pessoa.
Parô tudo!: Expressão de admiração sobre algo que seja bonito ou um ato corajoso.

AS 5 TOPS DA NIGHT

1- Sorry, Madonna. Ela é a Diva pop, mas tem alma de Drag!
2- You gonna want me, Tiga. Amado por 10 em cada 10 gays que curtem house music.
3- Who’s your dady, Benni Benassi. Não pode faltar uma do Benni
4- Be without you, Mary J. Blige. Os mais românticos se seguram às letras dela como à própria vida!
5- Hung up, Madonna. Para fechar de ponta a ponta, porque ela pode!

sábado, 27 de outubro de 2007

Repórteres em ação 2


Haaaa...aqui estamos de novo.
Quem diria que um dia Fabiana e Aline apareceriam no meio de uma manifestação?
Pois é, repórteres e editoras do No Entanto vão conferir as notícias sobre a matéria que sairá na próxima edição (24). Aguardem, Reuni agita a universidade.
Foto de Túlio Azevedo

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Caros leitores está aqui a materia sobre as eleições pra reitoria da Ufes,sem alterações. A essa altura todos já sabem o resultado por isso, onde se lê: escolheria e contará, leia-se :escolheu e contou respectivamente.Demorou mas foi postada conforme o prometido.
Reitor praticamente reeleito
Rubens Rasselli não enfrentará concorrência na pesquisa e já é um dos nomes da lista da qual sairá o novo reitor.
( Ana Paula Chaves, Janaina silva e Rafael Arcanjo Jr.)

A pesquisa que escolheria no dia 16 de outubro uma lista de três nomes a ser enviada ao ministro da educação Fernando Hadadd para definição do novo reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) contará apenas com a chapa do atual reitor Rubens Sérgio Rasseli. Devido a falta de chapas inscritas para a pesquisa outros dois nomes serão indicados pelos conselhos superiores para compor a lista. A chapa do reitor, candidato a reeleição junto ao ministro, estará automaticamente na lista tríplice.

As chapas interessadas em participar da pesquisa se inscrevem e são submetidas a escolha informal.O resultado dela pode ser dissolvido pelos conselhos universitários já que não é garantido pelo Ministério da Educação (MEC). "A constituição garante a autonomia da universidade, entretanto, as normas do MEC não dão respaldo à eleição junto a comunidade universitária".Informou o membro da comissão coordenadora da pesquisa eleitoral (CCPE) e técnico administrativo da Ufes, Adilson Ângelo Ferreira.

A comissão coordenadora da pesquisa eleitoral é composta por membros dos conselhos, Universitário; de Ensino Pesquisa e extensão(Cepe) e do conselho de curadores (CCUR) ,além de um representante de cada setor que participa da pesquisa: professores, alunos e funcionários.
Os votos dessa “eleição” são distribuídos de forma paritária, na qual cada um desses segmentos conta com 33% de peso dos votos na apuração. Esse sistema de votação é defendido pela associação dos docentes da Ufes (Adufes), e o voto universal é defendido pelo Sindicato dos funcionários da Ufes (Sintufes) e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e pelo presidente da Adufes, Josemar Machado.

A última eleição, ocorrida em 2003, contou com quatro chapas inscritas para a pesquisa e a disputa foi mais acirrada."Foi um período conflituoso. A relação entre a antiga reitoria e os demais setores da universidade foi truculenta, houve perseguições a estudantes e até um incêndio criminoso na sede do Sintufes. Diante dessa situação professores, alunos e funcionários se articularam em um movimento de oposição à reitoria da época o “reviva”. Esse movimento acabou formando uma chapa que disputou lugar na lista tríplice de 2003. Depois disso aconteceu uma desarticulação não havendo mais uma oposição que se destacasse durante a atual gestão." Afirma o membro do DCE e estudante de economia Tadeu Guerzert.

A explicação para a calmaria diante da tentativa de reeleição de Rubens Rasseli pode estar na declaração do presidente da Adufes: “Houve uma divisão do movimento doscente em todo o país depois da eleição do governo Lula. Há aqueles que são radicalmente contra e os que apóiam a política educacional do atual governo, no entanto não há uma causa unificadora, assim as lideranças se desarticulam”.

Josemar disse ainda que a Adufes mantém posição contraria atual gestão mas tem por tradição não lançar candidato próprio à reitoria, mesmo porque reúne diversas tendências representadas pelos professores. O DCE também se manifesta como oposição às políticas implementadas pelo atual reitor, principalmente no que se refere a reforma universitária.

O processo de escolha do reitor:

-inscrição das chapas interessadas em assumir a gestão da reitoria.
-os candidatos a lista tríplice deveram se enquadrar em pelo menos um dos três critérios estabelecidos pelos conselhos superiores.(ser Doutor; estar em um dos dois níveis mais elevados da carreira; estar amparado pelo artigo 17 da lei nº11.507/2007)
-os votos são paritários 1/3 de peso sobre os 100% para cada setor da comunidade acadêmica.
-as três chapas mais votadas compõe uma lista.
-a lista pode ser dissolvida pelos conselhos superiores.(se a lista for dissolvida os conselhos indicam outros três nomes)
-a lista com três nomes é enviada ao ministro da educação que escolhe entre os três nomes o novo reitor(os nomes da lista podem ser rejeitados pelo ministro)

O que diz a constituição:

Título VIII da ordem social; Capítulo III da educação cultura e desporto; artigo 207:
As universidades gozam de autonomia didatico-cientifica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial (...)

O que é feito nas universidades:

Mesmo com a autonomia garantida na constituição existe uma série de leis e medidas que submetem a escolha de reitores ao ministro da educação.
Fica a cargo das universidades o envio de uma lista de nomes para essa escolha.
Para não deixar a comunidade acadêmica totalmente de fora do processo os conselhos superiores, incumbidos desfazer a lista, realizam consultas informais que ganham nomes diferentes em cada canto do pais. (na UFES o nome dado é pesquisa eleitoral)
Fica a cargo de cada universidade a escolha dos pesos dos votos de cada um de seus segmentos nessa consulta.
O resultado dessa pesquisa pode ser dissolvido, já que é informal.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Vida Dupla, o folhetim!

Pessoas queridas e leitoras desse blog, há três edições o NE tem contado a magnífica história de Léo, Bel, Ana e cia...
Como não é todo mundo que leu tudo, aí vão os dois primeiros capítulos. O terceiro vocês lêem no jornal, por enquanto.

Parte 1
por Aline dias e Gabriela Zorzal

Léo acordou atrasado. Nada anormal, tirando algumas marcas roxas no seu corpo. Enquanto tentava descobrir de onde elas tinham vindo, D. Lia, sua mãe, entrou no quarto:
- Filho, a Ana tá lá em baixo.
- Manda esperar - Ele disse, mal-humorado. Por que aquela louca insistia em persegui-lo?
Lá em baixo, Ana estava ansiosa lembrando os beijos do dia anterior. Logo Léo desceu as escadas. A moça quase entrou em transe enquanto ele vinha; moreno, alto, cara de mau. Ela tinha espasmos mentais pensando que aquele era seu homem.
- O que você quer?- ele perguntou, frio.
- Combinamos de irmos juntos pra aula.
- Combinamos?
- Sim. Não gosto dessas suas brincadeiras.
- Não estou brincando. Só não lembro.
- Deixa pra lá. Vamos.
- Não. Vou ver a Bel.
- Você marcou comigo!
- Você é louca! Não entendo por que inventa essas coisas.
- E eu não entendo sua cabeça!
- É melhor você ir.
- Não vou! Foi você quem me chamou aqui!
- Então eu vou! – ele disse antes de bater a porta e seguir para a UFES com o estômago roncando.
D. Lia, que tinha ouvido tudo, foi amparar a moça, como de costume. Mas, era diferente. Ela sabia que, se não agisse, perderia a melhor nora que já tivera. Então, pediu à Ana que se sentasse e finalmente contou tudo.
*
Léo pensava que Bel tinha sido talhada em seu molde. Era linda e os dois combinavam. Naquele dia, ele levou-lhe uma flor. Quando estavam juntos, tudo parecia sonho.
*
No ônibus, Ana tentava entender as coisas. Elas até faziam sentido, mas tudo ainda era estranho. As atitudes de Bel, porém, soavam mais sensatas.
Ana sabia do caso da rival com Tom. Será que Bel sabia de algo sobre Léo? Sentiu que devia procurar a outra e botar tudo em pratos limpos. Faria isso quando chegasse à UFES. Era urgente.
Desceu do ônibus e viu Laís, amiga de Bel, que disse que ela estaria no DCE.
Ana sempre questionara a amizade das duas. A UFES inteira sabia da paixão de Laís por Tom.
Seguindo pelo estacionamento do Metrópoles, Ana viu o carro de D. Lia. Ela ainda se lembrava de tudo o que fizera ali.
*
Bel não estava no DCE. Ana a procurou em todos os locais possíveis.
Como o assunto não podia esperar, gastou os últimos créditos do celular com a outra.
O telefone começou a chamar e Ana ouviu o mugido de uma vaca. Não era uma vaca. Era o toque escandaloso do celular de Bel que qualquer um sabia reconhecer.
Ela estava ali perto.
Guiada pelo som, Ana andou até o corpo morto de Bel. O celular ainda tocava, ou melhor, a vaca ainda mugia. Bel estava ali, caída e suja de sangue. O mesmo que manchava uma rosa branca ainda em sua mão.
Ana então se lembrou de D. Lia contando que Léo tinha dupla personalidade.

*****

Parte 2
por Shamylle Alves e Anna Karla Lerbach

Ana ainda não podia acreditar que Bel havia morrido. Em casa, tentava colocar seus pensamentos em ordem. Uma vaca mugiu a seu lado, era o celular de Bel. “Alguém deve estar à procura da defunta”, ela pensou ao pegar o celular e desligar, sem ver quem era.
A garota deitou na cama, a cabeça doía. Naquele dia fizera muitas tolices: trazer o celular de Bel consigo, jogar o corpo no lago...
Estava comprometida até os fios de cabelo que estavam por nascer.
Ela chorou, chorou e chorou. E depois de algum tempo, conseguiu pegar no sono.
Vermelhou no curral, a ideologia do folclore avermelhou..., sim, o celular de Ana tocava. A menina, ainda grogue de sono, olhou para o relógio e viu que dormira demais.
-Alo? – perguntou sonolenta.
-Ana?
-Léo?! – gritou a moça, despertando na mesma hora.
-Oi amor! Por que você não vem aqui em casa...?
-Com certeza – concordou prontamente – estarei aí agorinha.
Ana estava nas nuvens. Léo a convidou para um programa a dois. Arrumou-se impecavelmente, e, toda serelepe, foi ao seu encontro.
*
Léo estava diferente. Desde que Ana chegara não dera nenhuma patada... Estava irreconhecível. Mas Ana não ligava para isso, quando estava com ele, era como se seus olhos fossem vendados e ela fosse apenas guiada por seu amor. Ela era um daqueles casos crônicos de mulheres que amam demais.
-Tá com fome, minha linda?
-Um pouco – respondeu ela encantada.
Chegando à cozinha, Ana se deparou com uma infinidade de comida cobrindo a enorme mesa.
-Mamãe está cozinhando que nem louca desde ontem. Ela faz isso para ocupar sua cabeça, acho. – Léo disse, dando de ombros. Ana também deu de ombros. Nada importava. Nada estava estranho.
O dia passou e, pela primeira vez, Ana e Léo tiveram um típico programa caseiro de namorados apaixonados. Resumindo, dia perfeito.
Para fechar com chave de ouro, à noite, o casal foi à Rua da Lama tomar um ar e ver a galera. Sentaram-se numa das mesas da Adega e trocaram carinhos e sorrisos em público. Amigos e conhecidos que passavam por perto se espantaram, mas ninguém comentava.
Laís e Tom também estavam por lá, na mesa ao lado. Demonstravam tanto afeto e amor quanto o outro par. Ana estranhou aquilo por um segundo, eles nunca tinham sido disso, mas logo desencanou. Se as coisas tinham mudado para ela e Léo, porque não mudariam para eles?
Naquele dia, nada foi igual. Talvez tenha sido o assassinato, quem sabe? Ou apenas era a florzinha do amor que estava florescendo no coração de todos daquela ilha chamada Vitória...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Repórteres em ação


Para você que acha que repórteres do No Entanto não leva as coisas a sério e faz as coisas de qualquer jeito. Aí estão elas, repórteres de Um dia na vida de... em mais uma aventura!!


Para isso virar comercial de Sessão da Tarde só faltou 'muitas confusões'. Entretanto, confusão é o que não falta na produção desse jornal.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Um dia na vida de...

"Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente


Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista


Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda..."

Gerânio; Marisa Monte. Composição: Nando Reis, Marisa Monte, Jennifer Gomes.

Ela não trabalha todos os dias no mesmo lugar. Ela não se importa se suas roupas combinam.
Ela é LIVRE.
O que ela quer da vida? VIVER!

Quem é ela?
Leia na edição 23 do No Entanto!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Aos leitores desse humilde blog

Caros leitores, dois dias atrás postei aqui e errei! Deixei me levar pela frustração de ver minha matéria publicada com erros de percurso e gastei todo meu parco estoque de palavrões em minha postagem. Desculpem-me pois isso não é do meu feitio assumo aqui meu erro. Meu dever seria informar que o jornal errou com a publicação de informações equivocadas na matéria da página 2 da ed.22 e isso foi um erro coletivo (sem "palavras de baixo calão"). Isso será feito em breve para que a paz volte a reinar no reino de noentantotopía onde a grama verdeja e o céu é azul.

Até lá!

abraços amistosos para todos os ofendidos com meu post

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Vida Marginal: bastidores

Eu errei o caminho do Centro de atendimento dia. E fui de Vitória para Vila Velha pela segunda ponte 3 vezes.De um jeito que eu não passo pelo tal do tancredao tão cedo.
O CAD fica do lado da clínica dos acidentados.Por isso, se vê, naturalmente, muitos acidentados na porta.Paramos ali para perguntar sobre o CAD, antes de descobrirmos que fica um pouco mais adiante.Começava ali, o já previsto abalo emocional que eu sofreria.
O último dia de apuração terminou com Simone e Aline chorando junto comigo. A terceira ponte inteira. Até que eu cheguei em casa e, finalmente, pude largar o volante e juntar no abraço coletivo.Naquele momento, eu senti muito orgulho de mim e de Simone,e nós concordamos que mesmo que a matéria não ficasse legal, a experiência teria valido.Muito.
O começo da apuração foi frustrante. Não conseguimos nos aproximar de ninguém. No máximo algumas informações sobre o funcionamento dos programas do governo. E mais dúvidas nas nossas cabeças.

Eu e Simone tivemos uma pretensão de jornalismo investigativo por um momento.Pensamos em ir dormir no abrigo ver os problemas de perto.
No outro dia, saímos com a equipe de abordagem. E tudo passou a fazer mais sentido. Cada uma das pessoas abordadas reagia de uma maneira .E, ao contrário do que eu pensava, o desejo das pessoas que estão na rua, está longe de ser um lugar para tomar banho e dormir.Alguns querem apenas continuar na rua sem serem incomodados, alguns querem voltar para casa, mas têm dívidas nos bairros onde moravam, e outros querem se punir com dor e solidão pela dor e solidão que causaram.Não se acham dignos de felicidade.
Depois de sairmos com a abordagem,voltamos ao CAD com outra postura.Sem aquela pose de papel e caneta na mão.Sentamos para almoçar com eles.Que se aproximaram, agora, espontaneamente. “Sintam-se em casa, meninas”. Disse à Simone.
Enquantoisso, eu conversava com Pocotó, que disse numa ironia melancólica “Hoje eu estou almoçando no meio de duas pessoas”.Éramos eu e Simone. E foi interrompido por um garoto, que protestou que todos ali eram pessoas como nós.
Pocotó me contava das marcas que tinha no corpo.Tentou matar à faca um sujeito que estava com a mulher dele, e foi golpeado de volta.
Pocotó não largava minha mão e dizia que ia casar comigo. A única mulher do centro tratou de contrariá-lo. “Só se você nascer de novo”. Me irritou o fato dele não poder nem brincar de sonhar.

Depois conversei com o garoto que protestou quando Pocotó disse que éramos eu e Simone as duas pessoas que almoçavam ali.Descobri que o garoto, que tinha muitas tatuagens e injeções de craque, tem 19 anos.O fato dele ter a minha idade mexeu comigo mais do que qualquer outra coisa.E muita coisa mexeu comigo naquele dia.
Depois joguei ping pong.E eles pediram que fossemos conhecer o albergue, que é onde eles dormem.Nós garantimos que íamos.Combinamos de irmos primeiro para o CAD, porque eu não sabia chegar no albergue.

À noite chegamos atrasadas no CAD, e perdemos a van que os leva para o albergue.Por sorte, um havia ficado para trás e a van faria o percurso de novo.Enquanto o carro não chegava conversamos com o que havia ficado para trás.Ele contou como havia saído da casa da irmã.Xingara a sobrinha de puta, segundo ele. Aline, que estava lá pela primeira vez ficou chocada quando ele disse que assaltava, com a naturalidade que disse.
A assistente social chegou. Antes de tudo nos disse que estávamos dando muita conversa, e que eles eram pessoas perigosas - o vigia já havia nos dito isso – e depois, cheia de dedos, me chamou num canto.

Disse que era falta de senso, e eu concordei, ir com aquela bermuda (era uma bermuda um pouco acima do joelho) para entrevistar homens que são, na sua maioria viciado em drogas. Ela foi muito cuidadosa ao dizer, sempre iniciando com um “não me leve a mal”.
Falou: “São homens que vivem na realidade da rua..E você vem com seu cabelinho liso, olhinho claro e ainda por cima com um short desse tamanho.Você é muito bonita,garota”.
De fato parecia que eles me olhavam como se eu tivesse saído da televisão.E a mesma coisa acontecia comigo.Mas isso foi só no primeiro momento.Quando chegamos no albergue ele demonstraram alguma felicidade. “são as meninas que foram lá hoje de manhã”.
Lá todo mundo parecia mais receptivo. E eu acho que muito por causa da roupa que vestiam. Ao invés rasgadas de manhã trajavam camisas de botão. Estavam indo para a igreja.
A realidade da casa também foi chocante.Tinha gente de todos os jeitos ali.E para algumas coisas não confiavam um no outro.Enquanto conversávamos com o Bispo, educador social, um dos moradores interrompeu e pediu que ele guardasse a carteira e o relógio.Bispo pegou.Depois nos mostrou um passe de transcol, e disse que era o que outro morador havia pedido que ele guardasse.
Nos fundos da casa, havia um morador isolado, porque estava com tuberculose.O fato dele estar doente e sozinho me chocou.
Bispo queria com toda força ajudar.Nós também queríamos.Quando fomos embora ele disse qualquer coisa para não desistirmos.Disse que estávamos no caminho certo.
O fim , todo mundo sabe.A matéria que a gente fez não vai ajudar a mudar nada.Por isso eu não levei o jornal para Bispo, como prometi.Prefiro que ele fique com a esperança.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Veja a foto da capa com o logo NO ENTANTO

Clique na foto para ampliar a imagem





















foto de Ana Karla Lerbach

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O que que a Laranja tem?




Sabe,

Tem coisas que jornalista não pode botar em matéria - tipo opinião pessoal escrachada. Pra isso servem os blogs e os diários e essas coisas todas. E, da matéria sobre laranjas sexuais que saiu na edição 22, tem coisa que eu tenho que falar.

Exemplo: uma fonte não identificada(ou seja, que pediu pra não botar o nome) disse que laranjas são péssimas metáforas sexuais "por que você só chupa e quando chega a comer já está no bagaço". A mesma fonte ainda disse que detesta metáforas com frutas, como amadurecimento. É que, pra ele, o maduro é o estado que vem antes do podre. Pra que alguém vai querer amadurecer então? Aí ele ficou me fazendo imaginar uma laranja sexual madura, uma verde e uma podre. Ele também lembrou a existência da laranja da terra, da qual só se aproveita a casca e pra fazer doce. E que laranjas limas são tão doces que nem bebê aguenta.


Exemplo 2: O Peter, que abre a matéria com seus tênis All Star, diz se chamar Peter Pan.

Exemplo 3: A gente cortou pergunta do teste.


Exemplo 4: Eu fiz o teste e sou um morango. Minha madrasta também. Meu pai não quis ler a matéria, mas isso não me frustra profissionalmente.

Acho que de bastidor é só.


abraço.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Nova edição deve circular no início da semana

A edição 23 do NO ENTANTO deve circular na Universidade na segunda-feira. A edição traz uma matéria especial sobre o caos na Grande Vitória em decorrência do grande número de obras que estão sendo feitas simultaneamente na capital capixaba.

NO ENTANTO explica ainda sobre esta eleição borocochô pra reitor, onde apenas uma chapa está concorrendo.


Você sabe o que é laranja sexual? Aguarde a nova edição e saberá. Poderá até mesmo fazer um teste.

Um dia na vida de... conta como é um dia na vida de...
(vai dizer que você achava que nós iríamos contar?)


Desta vez, NO ENTANTO rejeita. Breve, você saberá o que nosso jornal não recomenda.

E muitas, muitas, muitas novidades. Aguarde.



Desta vez, NO ENTANTO rejeita. Breve, você saberá o que nosso jornal não recomenda.

E muitas, muitas, muitas novidades. Aguarde.